TJSP mantém suspensão de edital da Prefeitura para terceirização de escolas
Edital da Prefeitura de SP já havia sido suspenso em agosto deste ano. Proposta estabelecia que OSCs assumiriam comando de escolas

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve, em decisão publicada na última quinta-feira (10/9), a suspensão do edital da Prefeitura que estabelecia a transferência da administração de escolas municipais à organizações da sociedade civil (OSCs).
Na decisão mais recente, a juíza Maricy Maraldi, da 10ª Vara de Fazenda Pública, destacou que a “transferência global da gestão escolar levanta uma densa controvérsia jurídica quanto à compatibilidade desse modelo com o regramento constitucional e legal da educação fundamental pública”.
A juíza também afirmou que o edital da gestão Ricardo Nunes (MDB) não se restringia somente à contratação de serviços e acessórios, como limpeza ou vigilância, mas sim a contratação, remuneração e gerenciamento do corpo docente e equipe diretiva das escolas, junto a formação e execução do plano pedagógico.

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Ver todasA primeira decisão foi proferida no dia 14 de agosto pelo desembargador Marcelo Semer, da 10ª Câmara de Direito Público do TJSP, suspendendo o edital e solicitando explicações por parte da Prefeitura de São Paulo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO edital, publicado em julho, selecionava OSCs para assumir durante cinco anos o comando das escolas das regiões de Parelheiros, Pedreira e Jaraguá, na capital paulista. As entidades ficariam responsáveis pela administração e desenvolvimento das atividades escolares.
MPSP aponta ilegalidade de modelo
O Ministério Público do estado (MPSP) e a Defensoria Pública, além de sindicatos de profissionais da educação, haviam pedido a interrupção da terceirização, em ações distintas. Os autores argumentam que o modelo é ilegal e fere a Constituição.
A proposta previa também o repasse de R$ 120,6 milhões ao longo de cinco anos para custear salários, manutenção das escolas e até despesas administrativas das organizações responsáveis pela gestão. Segundo o MPSP, esses recursos deveriam ser destinados prioritariamente ao fortalecimento da própria rede pública.
Em nota em relação à primeira decisão, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município, afirmou que ainda não foi intimada sobre a decisão e que recorrerá buscando sua reversão.



