Ostras e mel: conheça a terra quilombola reconhecida por Lula em SP

A comunidade quilombola do Mandira, em Cananeia, foi a única de SP contemplada nos decretos de desapropriação assinados por Lula

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Reprodução/ Prefeitura de Cananéia
A comunidade quilombola do Mandira foi a única de SP contemplada nos decretos de desapropriação assinados por Lula para regularizar áreas - Metrópoles
1 de 1 A comunidade quilombola do Mandira foi a única de SP contemplada nos decretos de desapropriação assinados por Lula para regularizar áreas - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Prefeitura de Cananéia

Localizada em Cananeia, no litoral sul de São Paulo, a comunidade quilombola do Mandira foi a única do estado contemplada em um dos 28 decretos de desapropriação de áreas rurais para regularizar territórios quilombolas assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa quinta-feira (20/11), Dia da Consciência Negra.

Conhecida principalmente pelo manejo de ostras, a comunidade do Mandira fica dentro de uma reserva extrativista situada no km 11 da estrada Itapitangui/Ariri. As famílias também se apoiam no turismo de base comunitária para desenvolvimento de suas atividades.

A assinatura dos decretos foi realizada no Palácio da Alvorada, onde o presidente recebeu a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Depois da agenda, Lula recebeu o advogado-geral da União, Jorge Messias, e oficializou a indicação dele para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).

No ato de formalização da decisão do governo federal, Anielle disse que os decretos, que antecedem a titulação das terras, representam reparação histórica aos quilombolas. Segundo a ministra, com as assinaturas feitas por Lula, o presidente se torna recordista de decretos nesse sentido, totalizando 60 neste mandato.

O governo também anunciou crédito de R$ 100 milhões para estruturação dos territórios contemplados.

Comunidade quilombola do Mandira

Em Mandira, há restaurantes, piscina com água que vem direto da cachoeira, espaço cultural e comercialização de artesanato feito a partir de elementos naturais, como cipó e sementes, segundo a Prefeitura de Cananeia.

O grande destaque do quilombo é a gastronomia, com foco principal na ostra. Dentre os principais atrativos do local se destacam os viveiros de engorda da ostra, a Cachoeira do Mandira, a Casa de Pedra, a Igreja de Santo Antônio – onde se realiza a tradição da reza do terço cantado, oração tradicional quilombola – e o Sítio Arqueológico Sambaqui.

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O principal evento celebrado no local é a Festa de Santo Antônio, o padroeiro da comunidade.

Outra atividade de destaque na comunidade é a apicultura, que é a criação e o manejo de abelhas com o objetivo de produzir mel, própolis, geleia real, pólen e cera.

Além disso, destacam-se os trabalhos de artesanato de cipó, bijuteria com sementes nativas, confecção de bolsas, camisetas, macacões para apicultura, chaveiros, bonecas e enfeites de pano.

História do Mandira

A comunidade do Mandira surgiu em 1868 quando o patriarca da família, Francisco Mandira, recebeu as terras do sítio como doação de sua meia-irmã, Celestina Benícia de Andrade. Francisco era fruto da relação de um senhor de escravos com uma de suas escravas.

Com a impossibilidade de fazer roça e criar animais para a subsistência, devido a restrições ambientais e indefinição na titulação do território, a principal fonte de renda é o manejo de ostra.

O território é formado por uma área de 2.880 hectares, onde são encontrados dois ambientes: um de terra firme, com 1.705 hectares coberto de Mata Atlântica, e outro de mangue, com 1.175 hectares.

A área do mangue, inclusive, virou a Reserva Extrativista do Mandira em 2002, com o objetivo de regulamentar a extração e engorda das ostras, além de caranguejos e peixes.

Vários rios, uma área montanhosa e cachoeiras podem ser encontradas no local. A mata é bem preservada, com diversidade da fauna variada. Macacos, tatus, quatis, tamanduás, veados, cotias, lontras, onças, tucanos, corujas, gralhas e muito outros animais vivem por lá.

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