Teixeira defende acordo com União para comando da Câmara até 2028

União diz que tem acordo com prefeito para ter Presidência da Câmara pelos 4 anos do mandato. Base de Nunes, no entanto, se articula contra

atualizado

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Lucas Bassi | REDE CÂMARA SP
O presidente da Câmara Municipal de SP, vereador Ricardo Teixeira (União)
1 de 1 O presidente da Câmara Municipal de SP, vereador Ricardo Teixeira (União) - Foto: Lucas Bassi | REDE CÂMARA SP

O presidente reeleito da Câmara Municipal de São Paulo, Ricardo Teixeira (União Brasil), defendeu a manutenção do acordo para que o União Brasil fique com o comando da Casa até 2028, mas que isso “depende do prefeito”.

Segundo Teixeira, o entendimento foi firmado entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e os presidente nacionais dos partidos aliados do prefeito ainda em 2024, durante as negociações de alianças nas eleições municipais.

“É um acordo que foi feito com os presidentes nacionais. Na minha visão, vai ser cumprido. Depende do prefeito, claro. (…) Os presidentes nacionais, junto com o prefeito, fizeram esse acordo e eu acho que tem que ser cumprido”, disse Teixeira.

A avaliação é a mesma do presidente do União em São Paulo, o ex-presidente da Câmara Milton Leite. O acordo, no entanto, não é visto com bons olhos por vereadores aliados de Nunes, que se movimentam para disputar a próxima eleição para a presidência da Casa.

Um dos que nutrem essa vontade é o vice-presidente da Câmara, João Jorge (MDB). Nos bastidores, parlamentares da base aliada afirmam que esse acordo não foi feito com os vereadores, e defendem que o segundo biênio do mandato tenha outro partido no comando da Casa.

Reeleição de Teixeira e vitória de Nunes

Nesta segunda-feira (15/12), Ricardo Teixeira foi reeleito presidente da Câmara Municipal por 49 votos a favor e cinco abstenções, todas do PSol. O vereador conseguiu angariar o apoio de 11 partidos, incluindo o PT.

A recondução de Teixeira foi uma vitória do prefeito na queda de braço com Milton Leite pelo comando do Legislativo municipal.

O cacique e seu grupo tentaram, primeiramente, emplacar o nome de Silvão Leite, ex-assessor e pupilo de Milton, como o candidato do partido. Depois, com a falta de apoio a Silvão, os vereadores da bancada indicaram Rubinho Nunes, que é desafeto do prefeito desde a campanha eleitoral de 2024, como o candidato do partido.

O União argumentava que havia um acordo com Nunes e outros partidos de que teria o comando da Câmara durante os quatro anos de mandato. Além disso, a bancada também tinha um acordo interno para que houvesse um rodízio entre seus vereadores no cargo.

A base nunista, no entanto, passou a trabalhar pela reeleição de Teixeira, contrariando o União Brasil. Os aliados do prefeito conseguiram angariar apoio de 10 partidos, incluindo o PT, o que deixou a vitória do atual presidente praticamente certa.

Com eminente derrota, na última sexta-feira (12/12), a Executiva municipal do União Brasil decidiu retirar a candidatura de Rubinho e apoiar a reeleição de Teixeira. Antes, o partido chegou a cogitar a suspensão da filiação do atual presidente da Câmara.

“Eu agradeci, até porque eu sou da União Brasil, eu gostaria de continuar na União Brasil. Essa coisa de expulsão e suspensão é uma coisa mais para fora do que para dentro. Não vejo problemas nisso, acho que é o diálogo, é construção. Eu não pedi voto para ninguém, os partidos foram vindo até mim e falaram: ‘você merece ficar mais um ano, a regra da casa é mais um ano e você está indo bem’. Se eu estivesse indo mal, seria ao contrário”, disse Teixeira.

O presidente da Câmara ainda minimizou o possível racha entre Milton Leite e Nunes, disse que o União segue na base do prefeito e ressaltou que os dois políticos são amigos.

“São amigos há muitos anos, são parceiros na política. A gente sabe que esses cargos que a gente ocupa são passageiros. Eu duvido que o Ricardo e o Milton vão brigar. É momento, é natural, faz parte do jogo do poder. Tenho certeza que vamos continuar junto com o melhor prefeito que essa cidade já teve”, disse.

Disputa pela Corregedoria

Apesar do tom de amizade, a disputa entre o União e a base do prefeito se fez notar na divergência em relação à eleição para o cargo de corregedor-geral da Câmara, que ficou com o vereador Sargento Nantes (PP), com 40 votos.

O União, que mantinha a cadeira com Rubinho, indicou o nome de Silvão Leite. Já a base de Nunes optou por apoiar Nantes para a Corregedoria, alegando que a indicação fez parte do acordo firmado com o PP para garantir o apoio da legenda à reeleição de Teixeira.

Entre o União, Amanda Vettorazzo, que é do MBL, votou contra o nome do partido e apoiou Nantes, mantendo a linha do seu mandato de votar a favor do governo.

Além do próprio, votaram em Silvão Leite os vereadores Ricardo Teixeira (União), Rubinho Nunes (União), Silvinho (União), Adrilles Jorge (União), Pastora Sandra Alves (União), Amanda Paschoal (PSol), Keit Lima (PSol), Luana Alves (PSol), Toninho Vêspoli (PSol), Silvia Ferraro (PSol), Eliseu Gabriel (PSB) e Lucas Pavanato (PL). Ao todo, o aliado de Milton Leite teve 13 votos. A vereadora Renata Falzoni (PSB) se absteve.

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