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Tarifaço: aliados de Tarcísio defendem boicote a reunião com Alckmin

Reunião de Tarcísio de Freitas com Geraldo Alckmin iria fortalecer a imagem do vice-presidente, acreditam aliados do governador de São Paulo

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
Tarcísio de Freitas e Geraldo Alckmin em reunião em São Sebastião
1 de 1 Tarcísio de Freitas e Geraldo Alckmin em reunião em São Sebastião - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendem que o governador de São Paulo não vá à possível reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), sobre a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros — anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro é pleiteado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que preside o Fórum dos Governadores e se reuniu com Alckmin, na segunda-feira (28/7).

O Metrópoles apurou que Ibaneis ainda não telefonou para Tarcísio para chamá-lo a participar da conversa e não há previsão de que o governador paulista se reúna com integrantes do governo federal antes do dia 1° de agosto, quando a nova taxa começa a valer.

Segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes, o encontro com o governo federal não teria efeitos práticos antes de saber o que realmente será aplicado pelos Estados Unidos. De acordo auxiliares do governador, tudo o que se sabe sobre a negociação é o que está na carta enviada ao governo brasileiro pelo presidente americano, Donald Trump, no último dia 9.

Os auxiliares de Tarcísio também acreditam que os americanos devem ter mais a negociar do que as motivações políticas e a menção a uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro (PL), que consta do anúncio das tarifas sobre as exportações do Brasil. No entanto, essas motivações adicionais só serão conhecidas a partir da próxima semana, quando as novas taxas começarão a valer.

Auxiliares também destacam que não há disposição de Trump para negociar com governadores e parlamentares, um exemplo é a comitiva de senadores — que está nos Estados Unidos e não tem conseguido agendas relevantes com os americanos.

Integrantes do governo avaliam que as medidas tomadas que cabem ao chefe do Executivo estadual já foram tomadas. Tarcísio anunciou uma linha de crédito com juros subsidiados e a liberação de crédito de ICMS para exportadores.

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Tarcísio ao lado de Nunes após votar em SP
Tarcísio e Caiado podem concorrer em 2026
Tarcísio de Freitas aprovou reajuste de 10% do salário mínimo paulista
Xerife entre Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
O governador Tarcísio e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite
Tarcísio de Freitas durante leilão das escolas na B3
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Tarcísio de Freitas durante leilão das escolas na B3

Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
Tarcísio ao lado de Nunes após votar em SP
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Tarcísio ao lado de Nunes após votar em SP

Ettore Chiereguini/Especial Metrópoles
Tarcísio e Caiado podem concorrer em 2026
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Tarcísio e Caiado podem concorrer em 2026

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Tarcísio de Freitas aprovou reajuste de 10% do salário mínimo paulista
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Tarcísio de Freitas aprovou reajuste de 10% do salário mínimo paulista

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Xerife entre Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
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Xerife entre Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

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O governador Tarcísio e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite
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O governador Tarcísio e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite

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Tarcísio decretou a perda do cargo de delegado que beneficiava conhecidos em troca de favores em Peruíbe
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Tarcísio decretou a perda do cargo de delegado que beneficiava conhecidos em troca de favores em Peruíbe

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Força a Alckmin

Outro aliado de Tarcísio defende que uma conversa com Alckmin agora seria inócua, já que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que o vice-presidente não tem sido atendido, com respostas concretas, pelo governo Trump.

A reunião com Alckmin, na visão deste aliado do governador de São Paulo, serviria apenas para fortalecer politicamente o vice-presidente, que pode ser um rival de Tarcísio e seu grupo político em 2026.  O cenário seria diferente se Alckmin tivesse uma agenda marcada com algum integrante do alto escalão do governo americano. Nesse caso, a conversa entre os governadores e o vice-presidente ganharia peso institucional.

A alternativa, segundo esse aliado, seria se reunir apenas com governadores de direita, como os chefes do Executivo do Paraná, Ratinho Jr (PSD); de Goiás, Ronaldo Caiado (União); e o mineiro Romeu Zema (Novo). Eles estiveram juntos, no fim de semana, no Expert XP e teceram críticas à condução do governo Lula nas negociações com Trump.


Tarifaço de Trump

  • Na noite de 9 de julho, o presidente americano, Donald Trump, anunciou, em uma carta enviada ao governo brasileiro, que iria aplicar uma taxa de 50% sobre produtos do Brasil vendidos para os Estados Unidos a partir do dia 1º de agosto.
  • A carta seguiu o molde de comunicados enviados a outros países taxados por Trump. Inclusive, com uma menção equivocada sobre uma balança comercial desfavorável para os Estados Unidos. O fato que ocorre em países como China e Japão não se aplica à realidade brasileira.
  • O comunicado também mencionava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, segundo Trump, sofre uma “caça às bruxas” pelo Judiciário brasileiro.
  • O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que vive nos Estados Unidos, tem dito que participou das articulações sobre a taxação.
  • O discurso não foi bem aceito pela maior parte dos eleitores brasileiros e contribuiu para frear a crise na imagem de Lula.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse, logo após o anúncio das tarifas, que  Lula havia colocado “sua ideologia acima da economia”. O discurso foi alvo de críticas do setor produtivo em uma avaliação de que Tarcísio havia politizado um assunto prejudicial para o país.
  • Tarcísio modulou o discurso, se reuniu com empresários e disse que está em contato com governadores e parlamentares americanos. A postura incomodou os bolsonaristas mais radicais e o governador virou alvo de Eduardo Bolsonaro.

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