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Tarifaço: secretário de Tarcísio culpa Lula e prevê impacto na laranja

Secretário de Agricultura do governo de São Paulo, que celebrou posse de Trump, analisa possíveis impactos do tarifaço no agro paulista

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O secretário de Agricultura e Abastecimento do Governo de SP, Guilherme Piai (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
1 de 1 O secretário de Agricultura e Abastecimento do Governo de SP, Guilherme Piai (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Foto: Reprodução/Instagram

O secretário de Agricultura e Abastecimento do governo de São Paulo, Guilherme Piai (Republicanos), culpou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo o auxiliar do governador Tarcísio de Freitas, o setor do agronegócio paulista que será mais afetado pela medida será o da citricultura: 40% das exportações de laranja do estado, principalmente o suco da fruta, têm os EUA como destino.

“Disparado é o setor mais afetado. E em segundo lugar fica a proteína, que tem 13% das exportações de São Paulo que vão para os Estados Unidos. Em terceiro, ficam empatados café e produtos florestais”, afirmou Piai ao Metrópoles. De acordo com a pasta, os EUA correspondem a 11,3% das exportações de São Paulo, ficando atrás somente da China (19,3%) e União Europeia (12,7%).

Piai, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem endossado o discurso de que o que causou a decisão de Trump de taxar os produtos brasileiros seria de uma falha na diplomacia do governo Lula, mesmo o presidente americano tendo citado diretamente o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é réu por tentativa de golpe de Estado, como uma das razões da medida.

“Na minha visão, a culpa do que aconteceu é do governo federal. Por todos os sinais que o Lula está dando desde que o Trump virou presidente, criticando o dólar, apoiando o Irã, o Hamas. A conta chegou agora. A gente precisa trabalhar tecnicamente, com dados, para reverter isso”, disse o secretário.

Assim como Tarcísio, Piai celebrou a posse de Donald Trump como presidente dos EUA, em janeiro deste ano. “O agronegócio foi decisivo na vitória de Trump e terá um papel de destaque em seu governo, criando grandes oportunidades para o Brasil. Uma nova era de crescimento e valorização do nosso campo está a caminho!”, escreveu em sua conta oficial no Instagram.


Piai afirma não ter recebido até o momento críticas ou reclamações do agro paulista em razão do apoio a Trump, que agora impõe a sobretaxa aos setor.

“Falamos com todas as entidades, estamos com o diálogo aberto, o governador está agindo. Aqui não tem narrativa. A gente quer entregar resultado e resolver um problema. Quem esperava uma medida dessa? Não tem como prever isso a longo prazo. Mas estamos antenado pelo tamanho do problema”, disse.


Impactos na cadeia produtiva e no Porto de Santos

  • Segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), entre janeiro e abril de 2025, o Estado de São Paulo exportou R$ 8,7 bi em produtos agrícolas.
  • Os EUA representaram 15,3% desse total, com R$ 1,3 bi exportado no período. Em todo o ano passado, o agro paulista exportou R$ 30,6 bilhões no total, sendo R$ 3,2 bilhões para os EUA.
  • O presidente da entidade, Tirso Meirelles, afirma ainda haver espaço para negociação e diz não acreditar que a Casa Branca aplique, de fato, as tarifas de 50% a partir de agosto, conforme anunciado por Trump. Ele também cobra o governo federal para remediar a crise.
  • Segundo Meirelles, o tarifaço tem potencial de comprometer boa parte da operação do Porto de Santos.
  • “Vamos dizer que aconteça os 50%, que eu não acredito, porque efetivamente não é um processo econômico. Eu acredito que isso nós vamos resolver, mas hoje, se implantar isso, praticamente você compromete o Porto de Santos. Segundo, você vai ter nesse próximo um ano e meio, um prejuízo de R$ 40 bilhões (na balança comercial entre EUA e Brasil)”, afirma o presidente da Faesp.
  • Ele ainda avalia os impactos sobre as cadeiras produtivas. “A cadeia produtiva do suco, da cana, da carne, todo esse processo que hoje está muito montado e bem estruturado, você vai desestruturar. Vai ter realmente uma destruição muito grande nesse processo produtivo”, diz Meirelles.

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