Tarcísio apoia polícia de SP no inquérito de Dark Horse: "Desrespeito"
Governador refutou nesta terça (25/8) falas de que a corporação estaria supostamente travando a investigação que envolve a família Bolsonaro

Após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atender ao pedido da Polícia Federal (PF) e autorizar que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme Dark Horse, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se manifestou nesta terça-feira (25/8) em defesa da Polícia Civil de São Paulo.
Na ocasião, o governador foi questionado se os documentos serão entregues e foi provocado sobre comentários que opositores da família Bolsonaro têm feito sobre a Polícia Civil de São Paulo estar supostamente travando a investigação.
“Isso é um desrespeito com a Polícia de São Paulo, que é uma polícia extremamente profissional, é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo. Polícia Militar é uma polícia profissional, Polícia Civil é uma polícia profissional e a gente tem que ter confiança nas instituições de Estado”, disse Tarcísio. “As instituições policiais merecem respeito e obviamente se tem uma determinação judicial, determinação vai ser cumprida”, completou.
Karina Ferreira da Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil (ICB), é investigada por suposto desvio de dinheiro público a partir do contrato assinado com a Prefeitura de São Paulo no valor R$ 108 milhões para fornecimento de wi-fi na capital. A empresária também é responsável pela produtora Go Up Entertainment, da cinebiografia de Jair Bolsonaro batizada de Dark Horse.
“As instituições seguem o rito estabelecido na legislação. Nós temos profissionais que estão à frente produzindo esse caso e à medida que as determinações judiciais vão aparecendo, elas vão sendo cumpridas “, afirmou Tarcísio. A fala ocorreu durante participação do candidato à reeleição no VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica, em Santana, na zona norte da capital paulista.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPNa ocasião, o chefe do Palácio dos Bandeirantes argumentou sobre a proposta de criar banco público com nome de homens acusados de violência doméstica.
“Um agressor tem uma medida protetiva em função de uma agressão a uma mulher. Aí ele passa a se relacionar com outra mulher. Essa mulher com quem ele está se relacionando, ela não tem uma medida protetiva e ela não conhece a história desse companheiro”, explicou. “O cadastro tem por objetivo a gente dar informação para essa mulher, para ela poder consultar.”
O governador também destacou a importância de penalizar os agressores com restrição a determinados serviços. “Restringir o acesso a cargo público, restringir o acesso a CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano], restringir o acesso a crédito”, opinou.



