Tarcísio pede que passaporte de Malafaia seja devolvido em fala na Paulista
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas disse que apreensão de documentos do pastor Silas Malafaia pela PF “não faz sentido”
atualizado
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) usou parte do seu tempo de discurso na Avenida Paulista neste domingo (7/9) para pedir que a Polícia Federal (PF) devolva o passaporte do pastor Silas Malafaia.
O pastor teve o passaporte apreendido durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão pela PF no final de agosto e está proibido de sair do Brasil. Malafaia é investigado por coação no curso do processo e obstrução de investigação.
“Devolvam o passaporte do pastor Silas Malafaia. Devolvam o caderno de sermões do pastor Silas Malafaia. Tem coisas que não fazem sentido”, disse o governado na Paulista.
Tarcísio fez o pedido após criticar o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Ao ouvir manifestantes gritando “Fora Moraes”, o governador disse que as pessoas estão dizendo aquilo porque “não aguentam mais” e terminou o seu discurso falando acreditar que “o bem vencerá o mal”.
A apreensão do passaporte de Malafaia pela PF também pautou o discurso do pastor, que acusou o ministro do supremo de intolerância religiosa. “Sabe o que é isso? Intimidação. Só se apreende passaporte com questão grave, com risco e iminência de fuga. Eu estava chegando aqui, para vocês verem a imoralidade de Alexandre de Moraes”.
Tarcísio e Malafaia recentemente pelas discussões do PL da Anistia. No início dessa semana, eles se encontraram durante um jantar no Palácio dos Bandeirantes para falar sobre o projeto e as organização do ato de 8 de janeiro.
Quarto ato do ano na Paulista
Este é quarto ato bolsonarista do ano na Avenida Paulista e o segundo sem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em junho, diante da ausência de seu padrinho político, Tarcísio de Freitas faltou à manifestação. Agora, o governador de São Paulo assume o protagonismo político do ato, após promessa de indulto a Bolsonaro, caso se torne presidente, e uma articulação nos bastidores pela anistia aos envolvidos na trama golpista, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Tarcísio, o ato organizado pelo pastor Silas Malafaia também conta com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio ficou responsável por convidar outros governadores de direita, como Ronaldo Caiado (União), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, não irá à manifestação.
Em junho, o ex-presidente não pôde ir às ruas devido a medidas cautelares impostas contra ele pelo ministro Alexandre de Moraes. A aparição de Bolsonaro nos atos, por meio de chamada telefônica, custou-lhe a decretação de prisão domiciliar. Enquanto isso, Tarcísio estava no Hospital Albert Einstein, na zona oeste de São Paulo, para um procedimento na tireóide. A ausência foi criticada pelo “núcleo duro” bolsonarista, incluindo Malafaia.
Nas últimas semanas, porém, Tarcísio se impôs na articulação sobre a anistia a Jair Bolsonaro. Ele se reuniu com deputados, líderes partidários e fez incursões à Brasília para mobilizar o projeto de lei.
Os movimentos do governador de São Paulo reduziram as fricções com o bolsonarismo e Tarcísio foi incentivado publicamente até pelo filho “03” do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), desafeto do govenador, cujas críticas a Tarcísio ficaram evidentes no relatório da Polícia Federal (PF) que divulgou as mensagens trocadas entre Eduardo e Jair Bolsonaro.




















