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Tarcísio cutuca Lula sobre Moinho: “Nosso objetivo não é fazer evento”

Em meio a atritos sobre a retirada de moradores na Favela do Moinho, Lula foi ao local sem a presença do governador

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Pablo Jacob/Governo de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
1 de 1 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) - Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (26/6) que não pensa em “protagonismo” em relação às ações na Favela do Moinho, na região central da capital, e que seu governo “fez o que ninguém teve coragem de fazer” no local.

A declaração foi feita horas antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fazer uma agenda na comunidade para anunciar o atendimento habitacional para cerca de 900 famílias.

O anúncio é fruto de uma parceria fechada em maio entre o governo federal e a gestão Tarcísio, após um polêmico processo de desocupação das moradias na área da favela, que pertencia à União e foi cedida ao Estado. O governador paulista, no entanto, não esteve no evento.

“A gente não tem que pensar em protagonismo, a gente tem que pensar em resolver o problema. A gente fez o que ninguém teve coragem de fazer: entrar no Moinho e resolver a equação lá que não é só habitacional. É uma equação que envolve habitação mais assistência. (…) Vamos lembrar que, no início, havia resistência do próprio governo federal à ação nossa na Favela do Moinho e a gente teve coragem, entrou”, disse o governador durante agenda de entrega de moradias em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Questionado sobre a presença de Lula na Favela do Moinho, Tarcísio afirmou estar tranquilo com a situação. “O presidente vai fazer o evento dele lá e está tudo certo. A gente vai continuar trabalhando”, disse o governador.

“Não é só o programa habitacional. A gente está dando dignidade, dando moradia digna. Tivemos a a coragem de entrar, tomamos a frente. O governo federal veio, se juntou a nós. É ótimo, é muito bem-vindo. Agora, tem as outras políticas públicas que estão ali colocadas, principalmente as de emprego, e o nosso objetivo, sinceramente, não é fazer evento. Nosso objetivo é resolver o problema”, cutucou.

De acordo com Tarcísio, 386 famílias foram removidas do local até o momento. “Quando o acordo com o governo federal foi fechado, 186 já haviam sido removidas. A gente já tinha iniciado os trabalhos, a gente sempre teve a preocupação de inserir essas pessoas no programa habitacional, todo mundo tinha sua carta de crédito garantida. O governo federal resolveu entrar, a parceria é bem-vinda, eu nunca vou negar uma parceria. Não importa a questão política”, afirmou.

Como é o acordo

O acordo para a Favela do Moinho prevê que cada núcleo familiar tenha direito a escolher um imóvel de até R$ 250 mil para deixar o local. O governo federal entrará com R$ 180 mil e o estadual, com R$ 70 mil. A ideia é contemplar todas as famílias com renda de até R$ 4,7 mil.

Embora Tarcísio siga repetindo que será candidato à reeleição no ano que vem, cresceu nas últimas semanas a pressão para que o governador dispute a eleição presidencial como representante do bolsonarismo após as pesquisas o colocarem em situação de empate técnico com Lula.

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