Tarcísio desfaz reformas no Palácio dos Bandeirantes feitas por Doria
Tarcísio de Freitas determina reforma para resgatar as cores originais do Palácio, pintado de preto e tons de cinza por Doria em 2019

São Paulo — O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) está desfazendo a reforma que o antecessor João Doria havia realizado, durante sua gestão (2019-2022), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado.
Doria havia pintado paredes, pisos e teto do palácio em tons de cinza e preto, mudança duramente criticada por funcionários do palácio. Na época, o então secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, não permitiu que seu gabinete passasse pela reforma.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasAgora, em razão dos trabalhos de pintura, móveis históricos estão protegidos com plástico. Além disso, obras de arte como o quadro Operários, de Tarsila do Amaral, foram retirados de seus locais de exibição. A proposta é devolver aos espaços as cores originais, mantidas por mais de 50 anos antes da chegada de Doria.
Ainda em janeiro, quando a nova gestão assumiu, auxiliares de Tarcísio começaram a estudar o “restauro” do espaço, devolvendo as cores originais brancas das paredes e removendo a tinta preta dos móveis de madeira.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPDoria havia gasto R$ 1,1 milhão, em 2019, para “repaginar” o Palácio de acordo com seu agrado. Agora, o governo argumenta que a nova reforma irá melhorar a iluminação e o ambiente de trabalho dos servidores. Veja o antes e o depois:
A nova reforma está sendo feita por meio de um contrato que o governo já possuía, desde 2019, para a manutenção predial do palácio. Para 2024, este contrato tem previsão de gastos de R$ 14 milhões — para serviços de conservação do patrimônio do Palácio e do Arquivo Público paulista.
“Atualmente, passam por pintura o Hall Nobre e áreas contíguas do piso térreo, um trabalho que visa não só a resgatar as cores originais como também a melhorar a iluminação e o ambiente de trabalho”, informa o governo, por nota.

































