Tarcísio chama prefeito expulso do PL para se filiar ao Republicanos
Prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella foi expulso do PL após criticar o senador Marcos Pontes: “Não retiro nada do que eu disse”
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), convidou o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, expulso do PL após fazer críticas ao senador Marcos Pontes (PL), para se filiar ao Republicanos.
De acordo com relatos, Tarcísio ligou para o prefeito assim que ficou sabendo pela imprensa da expulsão e fez o convite. Além do Republicanos, outros partidos já fizeram acenos para filiar Campanella, como Cidadania, Podemos, PP, Republicanos, Novo e MDB, segundo aliados.
“Duvido que lembrem o nome”
Campanella foi expulso do PL após fazer críticas públicas à atuação do senador Marcos Pontes, que é do partido.
Durante sessão solene que homenageou o deputado federal Guilherme Derrite (PP) na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, em 25 de março, o gestor municipal disse que os atuais representantes de São Paulo no Senado Federal “não correspondem ao que o estado espera deles”.
Pontes é o único senador de São Paulo que é filiado ao PL. Os outros dois são Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Podemos).
“São Paulo é o estado mais rico, mais importante do país e tem a pior representatividade no Senado de toda a União”, reclamou o prefeito de São Caetano. “Duvido que lembrem o nome de um dos três”, afirmou Campanella.
Procurado pelo Metrópoles, Campanella destacou em nota que “lamenta a forma como o processo foi conduzido”. No entanto, ele reafirmou sua opinião: “Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do estado de São Paulo no Senado”.
“Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim não pode reclamar, no futuro, de atos que desagradem”, acrescentou.
Campanella apoia a candidatura de Derrite, ex-secretário da Segurança Pública (SSP) de São Paulo. “Lamento, ainda, que, com minha saída, o PL de São Caetano do Sul ficará entregue a lideranças aliadas a Lula e Alckmin”, alfinetou, em referência ao presidente e ao vice-presidente da República.
