Suspeitos de matar jovem após suposta entrevista vão a júri popular

Adolescente de 16 anos, desaparecida desde dezembro de 2023, foi encontrada pela PM enterrada em sítio na cidade de Nova Granada, em 2024

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Reprodução/Redes sociais (esquerda) e arquivo pessoal (direita)
Imagem colorida de uma menina à esquerda e pessoas desenterrando uma ossada à direita
1 de 1 Imagem colorida de uma menina à esquerda e pessoas desenterrando uma ossada à direita - Foto: Reprodução/Redes sociais (esquerda) e arquivo pessoal (direita)

Quatro suspeitos de participar do assassinato de Giovana Pereira Caetano de Almeida, jovem de 16 anos, encontrada em 2024, após ficar oito meses desaparecida, vão ser levados a júri popular. O quarteto foi pronunciado após a Justiça aceitar uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Os restos mortais de Giovana, na época moradora de São José do Rio Preto, foram encontrados enterrados em um sítio de Nova Granada, no interior de São Paulo. A vítima tinha ido até uma suposta entrevista de emprego, em 2023, mas acabou morta e desapareceu, após ser enterrada pelo proprietário do imóvel.

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A Polícia Militar foi atrás do caso porque recebeu uma denúncia de que um corpo foi enterrado no sítio
Giovana Pereira Caetano de Almeida estava desaparecida desde 21 de dezembro do ano passado
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Giovana Pereira Caetano de Almeida estava desaparecida desde 21 de dezembro do ano passado

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A Polícia Militar foi atrás do caso porque recebeu uma denúncia de que um corpo foi enterrado no sítio
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A Polícia Militar foi atrás do caso porque recebeu uma denúncia de que um corpo foi enterrado no sítio

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Meses depois do crime, Gleison Luís Menegildo (dono do sítio) e Cleber Danilo Partezani (caseiro) foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo. Agora, ambos vão ser julgados em júri popular, além do mecânico Rodrigo Landolfi e o funcionário de Gleison, Anderson Luís.

O empresário e o funcionário foram denunciados por homicídio qualificado — por meio cruel, assegurar a impunidade, feminicídio, omissão de socorro e ocultação de cadáver. Já o coveiro poderá responder por ocultação de cadáver e o mecânico por omissão de socorro.

Anderson e Gleison estão presos preventivamente desde o dia 15 de agosto do ano passado e permanecem detidos até o julgamento. Cleber e Rodrigo respondem ao processo em liberdade.

A data do julgamento não foi divulgada. O Metrópoles tentou contato com a defesa dos réus, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.


Relembre o caso

  • Segundo a Polícia Militar (PM), o dono do sítio disse à polícia que a vítima foi até sua empresa, em São José do Rio Preto, para uma entrevista de estágio em 21 de dezembro de 2023.
  • De acordo com a versão do empresário, durante a entrevista de emprego, ele e outro funcionário do local começaram a usar cocaína com Giovanna e, depois, tiveram relações sexuais com ela.
  • Em certo momento, ainda segundo o relato, os dois homens deixaram Giovanna sozinha em uma sala com a cocaína.
  • Pouco depois, um terceiro funcionário foi ao local e a encontrou ela tendo um mal súbito.
  • O empresário afirma que ele e os funcionários tentaram socorrê-la, mas ela já estava morta.
  • Ele decidiu, então, enterrar a adolescente em sua propriedade rural, em Nova Granada, município a cerca de 30 km de São José do Rio Preto.
  • Até 2024, Giovanna era considerada desaparecida.
  • A Polícia Militar acabou desvendando o mistério após receber a denúncia de que um corpo tinha sido enterrado no terreno.
  • Quando os agentes foram até a propriedade rural, abordaram o caseiro da propriedade, que confirmou a informação sobre o corpo e levou os policiais até o local.

Após encontrarem a ossada, os policiais foram a São José do Rio Preto procurar o empresário. Em um primeiro momento, ele negou a história, mas depois confessou o crime.

O dono da empresa e o caseiro, que o ajudou a enterrar o corpo da adolescente, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os dois homens foram soltos após pagamento de fiança.

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