Suspeito de jogar mulher do 10° andar dizia ser do PCC, diz juíza
Segundo a juíza do caso, notícias apontam que Alex Leandro se vangloriava de ser do PCC. Ele é réu por ter jogado mulher do prédio
atualizado
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A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, mencionou que Alex Leandro Bispo dos Santos, réu por suspeita de jogar a companheira Maria Katiane do 10° andar do prédio em que mora, na zona sul de São Paulo, se vangloriava de ser do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo apontava o noticiário.
Na decisão que tornou Alex Leandro réu no caso, de 4 de fevereiro, a magistrada também decretou a prisão preventiva do suspeito. Como justificativa, a juíza apontou que testemunhas do crime moram no condomínio em que o crime aconteceu e que a liberdade do réu poderia representar risco à instrução penal.
Além disso, a magistrada também citou o fato de o réu já ter sido condenado criminalmente em uma ocasião anterior e que há notícias de que ele se “vangloriava em ser ‘escorpião do PCC’ e em ter ‘irmãos’”, o que, de acordo com a juíza, indica possível envolvimento com a organização criminosa.
Entenda o caso
Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, foi achada morta em 29 de novembro do ano passado, no estacionamento do prédio, logo após a queda, durante a madrugada. Alex Leandro foi preso em flagrante.
Gravações feitas pelas câmeras de segurança do elevador mostram o agressor dando pelo menos um soco em Maria Katiane. Ele também é flagrado agarrando o pescoço da vítima e a arrastando para fora.
Cerca de um minuto depois, Alex Leandro retorna sozinho ao elevador, coloca as mãos na cabeça e se senta, em um gesto de aparente desespero. Ele vai até o estacionamento, se debruça sobre o corpo da companheira e parece tentar reanimá-la.
No interrogatório, prestado no dia 5 de janeiro, Alex Leandro disse que o casal mantinha uma relação “saudável e tranquila”, “apesar de Maria Katiane apresentar um quadro depressivo”. Segundo ele, no dia da tragédia, o casal passou a noite no camarote da balada Le Club, onde beberam champanhe, tequila e cerveja.
O suspeito afirma que ao chegarem em casa, por volta das 4h, a mulher teria “surtado” durante uma discussão em que ele teria dito que pretendia visitar o filho. Sobre as agressões registradas no vídeo, o homem afirmou que a mulher teria descido duas vezes para a garagem e que, em uma das oportunidades, ele teria “perdido a cabeça”.
Sobre a porta do banheiro do apartamento, encontrada destruída, Alex Leandro alegou que a mulher havia ficado presa e por isso precisou arrombá-la.
Veja fotos de como ficou o apartamento:
Imagens do apartamento do casal mostram a porta do banheiro arrombada. Um taça de vidro com líquido semelhante a vinho foi encontrado dentro de uma pia.
Em um documento direcionado à polícia, a defesa de Alex Leandro definiu o ocorrido como uma fatalidade isolada e ressaltou a importância da análise do cartão de memória original dos aparelhos que gravaram as cenas.
A polícia já está na posse de imagens de segurança do apartamento, entregues pelo próprio suspeito.










