SP: vereadores brigam por cartaz em debate sobre reajuste a servidores

Em sessão tensa, Toninho Vêspoli (Psol) bateu com um cartaz em Rubinho Nunes (União), após colega tentar tirar o papel da mão do psolista

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SP: Vereadores brigam por cartaz em debate sobre reajuste a servidores
1 de 1 SP: Vereadores brigam por cartaz em debate sobre reajuste a servidores - Foto: Reprodução

São Paulo — Os vereadores Toninho Vespoli (PSol) e Rubinho Nunes (União Brasil) protagonizaram uma confusão na tribuna da Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira (29/4), durante discussão sobre o reajuste do salários dos servidores. O psolista discursava contra a proposta feita pelo Executivo quando ergueu um cartaz com a mensagem “vagabundagem é vereador que só quer lacrar na internet”.

Neste momento, o ex-MBL Rubinho Nunes tentou retirar o cartaz da mão de Vespoli, que reagiu jogando o papel em cima do colega (veja vídeo abaixo). Ambos foram separados por outros parlamentares e a sessão foi suspensa pelo presidente da Casa, Ricardo Teixeira (União).

 

Os vereadores votam nesta terça (29/4), em segundo turno, o reajuste anual para servidores municipais. A sessão é marcada por bate-bocas entre vereadores da base e da oposição. Do lado de fora, manifestantes se reúnem em um protesto contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de São Paulo. O texto prevê um aumento de 2,6% em maio deste ano e outro de 2,55% em maio de 2026.

O cartaz empunhado por Toninho Vespoli, que é professor, foi uma resposta às declarações feitas por vereadores bolsonaristas na primeira votação, quando chamaram servidores grevistas de vagabundos.

Sessão tumultuada

A briga entre Toninho e Rubinho não foi a primeira confusão da sessão desta terça (29/4). Em diversos momentos, vereadores bateram boca entre si ou com manifestantes que acompanham a votação no plenário.

Mais cedo, a vereadora Cris Monteiro (Novo) afirmou na tribuna que “uma mulher branca, bonita e rica” incomoda. A declaração foi direcionada a sindicalistas presentes na galeria. A fala se deu também no momento em que a vereadora discutia com a colega Luana Alves (PSol).

“Luana, eu estou falando. Quando você falou, não abri a boca. Eu escutei todos vocês calados. Agora, quando vem uma mulher branca aqui falar a verdade para vocês, vocês ficam todos nervosos. Porque uma mulher branca, bonita e rica incomoda muito vocês. Mas estou aqui representando uma parte importante da população, que me elegeu. Eu faço o que é certo. não vou defender essas pessoas que deixam crianças na sala de aula, fazendo greve”, afirmou a vereadora.

O presidente Ricardo Teixeira (União) suspendeu a sessão para discutir com os vereadores o que fazer na situação. Após a retomada da sessão, Cris Monteiro foi ao microfone para pedir desculpas pela fala. Teixeira também se manifestou, afirmando não ter considerado racismo a fala da parlamentar do Novo, mas informou que a corregedoria da Casa vai analisar o caso.

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