“Sou vítima da Fictor”, diz Augusto Cury, pré-candidato à Presidência. Vídeo

O pré-candidato à Presidência pelo Avante aparece como o 4º maior credor do Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial neste ano

atualizado

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Frank May/picture alliance via Getty Images
Augusto Cury
1 de 1 Augusto Cury - Foto: Frank May/picture alliance via Getty Images

Pré-candidato à Presidência pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury se disse vítíma do Grupo Fictor, que pediu recuperação judicial em fevereiro deste ano. O autor de best-sellers de autoajuda é o quarto maior credor da companhia na lista apresentada à Justiça, conforme revelou o Metrópoles.

“Eu sou vítima da empresa Fictor. Porque quatro meses antes de pedir a RJ [recuperação judicial] eu conversei por três oportunidades com os líderes da Fictor e me tornei um sócio da SCP. Nós aplicamos dinheiro, são milhares que aplicaram, eu fui um deles. Aplicamos dinheiro numa empresa que compra e vende grãoes, uma venda casada. Eles me disse que isso quase não tinha risco”, disse Cury ao Metrópoles.

O grupo Fictor pediu recuperação judicial no dia 1º de fevereiro, com dívidas que somam R$ 4,2 bilhões. O débito com Augusto Cury, segundo o grupo, é de R$ 31,5 milhões.

“Infelizmente, eles pediram a RJ e eu quero seriamente crer que eles não foram corruptos, que eles não fizeram falsidade ideológica, que eles não cometeram fraude contra credores, porque se o fizeram tem que ir às barras da Justiça. Nossos advogados estão olhando para essa questão e nós esperamos que eles resolvam, não apenas para pagar o investimento que nós fizemos, mas que eles resolvam para todos os credores da Fictor”, disse Cury.

Cury se apresenta nas redes sociais como o psiquiatra mais lido do mundo. Ele já vendeu 25 milhões de exemplares em cerca de 70 países.

Suspeitas sobre a Fictor

No dia 25 de março, o CEO e sócio do grupo Fictor, Rafael Góis, foi alvo busca e apreensão da Operação Fallax, deflafrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e outros bancos e crimes de estelionato e lavagem de dinheiro que podem chegar a R$ 500 milhões.

Em novembro do ano passado, a Fictor anunciou a compra do Banco Master um dia antes da operação que prendeu, pela primeira vez, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição acusada de aplicar fraudes bilionárias contra o sistema financeiro. No mesmo dia da prisão de Vorcaro, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Master.

Por meio de nota, a Fictor afirmou que seu pedido de recuperação judicial “foi consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master”.

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