Picolé de inseto e simulação de chuva: como Zoo ajuda animais no calor
Com a chegada do calor extremo, Zoológico de São Paulo oferece picolés, simulação de chuva, lameiros e até ar-condicionado para os animais
atualizado
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Para enfrentar o calor que atinge São Paulo nos últimos dias, os animais do zoológico estão recebendo picolés especiais, banhos de mangueira que funcionam como simulação de chuva, lameiros, mergulhos na piscinas e ambientes com ar-condicionado.
As ações voltadas ao bem-estar animal diante das altas temperaturas foram colocadas em prática pelo Zoológico de São Paulo e pelo Simba Safari desde a chegada do verão, em 21 de dezembro. As medidas também incluem adaptação das rotinas de manejo com foco no conforto térmico das espécies.
A principal iniciativa são os picolés, preparados de acordo com a dieta de cada animal. Há sorvetes feitos com suco de frutas para herbívoros, versões à base de insetos para espécies insetívoras e até sorvetes de caldo de carne destinados aos carnívoros.
Outra estratégia são os banhos com mangueira, que simulam chuvas e ajudam na regulação da temperatura corporal dos bichinhos. Alguns animais como os jabutis, porcos, elefantes e rinocerontes, recebem lameiros, ou seja, áreas com terra bem molhada onde podem rolar para reduzir o calor. Hipopótamos e tartarugas contam com piscinas em suas “casas” e animais como as girafas ganham ar-condicionado em seu ambiente.
A alimentação diária das espécies também passa por ajustes nos dias de calor extremo. Os répteis, que tendem a ficar mais ativos com o aumento da temperatura, recebem comida com maior frequência. Já os carnívoros, que costumam reduzir a atividade nos dias mais quentes, têm intervalos maiores entre as refeições.
Como o zoológico e o safari ficam localizados dentro do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, na zona sul da capital paulista, os efeitos do calor são amenizados, já que a extensa área verde ajuda a reduzir a temperatura e a melhorar a umidade do ar.




