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São Paulo gastou R$ 3,8 bi com guerra às drogas em 2023, diz pesquisa

São Paulo lidera gastos na guerra às drogas entre os 5 estados analisados. Pesquisa aponta mal aplicação de gastos públicos

atualizado

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PF/Divulgação
PF e SENAD iniciam 42ª fase da Operação Nova Aliança
1 de 1 PF e SENAD iniciam 42ª fase da Operação Nova Aliança - Foto: PF/Divulgação

São Paulo — Um levantamento feito pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) apontou que o estado de São Paulo gastou R$ 3,7 bilhões para a aplicação da Lei de Drogas em 2023. O valor é o mais alto entre as cinco unidades da federação analisadas.

O dado está no relatório “Efeito Bumerangue, o custo da proibição das drogas”, publicado nesta terça-feira (10/12) pelo Cesec.

Ele leva em consideração os gastos de sete instituições envolvidas na aplicação da lei de drogas, sendo elas a Polícia Militar, Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Sistema Penitenciária, e Sistema Socioeducativo.

Para a realização do levantamento do Cesec mapeou as atividades envolvidas no cumprimento da Lei de Drogas, como os gastos com os processos criminais, manutenção penitenciária, e investimentos em polícia. Em seguida, foram levantados os valores investidos em cada um dessas etapas.

Em São Paulo, o Sistema Penitenciário foi o que mais recebeu investimento, com R$ 1.27 bilhões do orçamento total, e a Polícia Militar, com R$ 763 milhões.

Ao todo, o estado gostou mais que o dobro que o segundo lugar no ranking, o estado da Bahia (com R$ 1.34 bilhões investido), e supera os investimentos do Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal juntos.

A premissa do levantamento é que o investimento público na aplicação das políticas antidrogas possui um efeito reverso.

Segundo a pesquisa este valor poderia estar sendo aplicado em outras políticas públicas, como na construção de escolas, e hospitais.

“O efeito bumerangue, no contexto desta pesquisa, ilustra a ‘guerra às drogas’: um montante bilionário de dinheiro público destinado, ao menos em teoria, a reprimir a circulação e o consumo de drogas. A atual política, no entanto, não só não alcança seus objetivos declarados como produz impactos devastadores em diversos aspectos da vida de toda a população“, descreve a pesquisa.

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública contra argumentou a posição apresentada pelo estudo, defendendo que o trabalho realizado para o cumprimento da Lei de Drogas “é feito de maneira integrada entre as forças de segurança, com emprego de tecnologia e inteligência, com o objetivo de para causar asfixia financeira no crime organizado, que tem na venda de entorpecentes uma de suas principais fontes de renda”.

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