Saiba como se formam e são medidas as rajadas de vento. Veja vídeo

Rajadas de vento já chegaram a passar dos 100 km/h na cidade de São Paulo, causando quedas de árvores e transtornos para a população

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

William Cardoso/Metrópoles
Imagem mostra árvore derrubada durante a chuva e rajadas de vento - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra árvore derrubada durante a chuva e rajadas de vento - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

Em meio a raios, trovões e a chuvarada que acompanham as tempestades, elas atravessam cidades sem serem enxergadas. Mas seus efeitos, devastadores, são bastante visíveis, geralmente representados por árvores no chão, troncos rachados e fios retorcidos. São as rajadas de vento, que já chegaram a passar dos 100 km/h na cidade de São Paulo.

Segundo a Defesa Civil Estadual, as rajadas de vento se formam por causa das variações rápidas na velocidade e na direção do ar na atmosfera. “Elas acontecem quando correntes de ar descem ou se deslocam bruscamente de uma região para outra, provocando aumento momentâneo da força do vento”, afirma o órgão, responsável por emitir os temidos e necessários alertas severos antes de temporais.

As rajadas surgem, principalmente, durante a formação das nuvens de chuvas, como as cumulonimbus, aquelas que qualquer um que tenha visto o filme “Up, Altas Aventuras” jamais vai esquecer. O ar quente sobe rapidamente, o frio desce e, ao atingir o solo, se espalha de forma rápida em várias direções.

Rajadas de vento também são formadas durante a passagem das frentes frias, pelo encontro de massas de ar de temperaturas diferentes. O ar encanado em morros e vales também se apresenta nesse formato.

Medição

Nem toda rajada que atinge uma cidade como São Paulo é devidamente registrada. Ou seja, embora a capital paulista tenha como recorde os 107,6 km/h, na noite de 11 de outubro de 2024, é possível que ventos ainda mais fortes já tenham atingido a cidade sem que houvesse o registro.

A capital paulista tem duas estações oficiais de medição, ambas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Uma delas no Mirante de Santana, na zona norte, e outra em Interlagos, na zona sul. Além dessas, há também a rede de medição da Prefeitura de São Paulo, que também é usada pela Defesa Civil.

A medição é feita pelo anemômetro. Segundo o meteorologista Pedro Augusto, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da USP, há quatro tipos: convencional mecânico, eletromecânico, sônico, tubo de pitot. De acordo com as regras da Organização Meteorológica Mundial (OMM), eles devem estar a 10 metros do solo.

O mais comum tem três ou quatro copos hemisféricos fixados nas extremidades de hastes que giram em torno de um eixo vertical. Ao soprar, o vento empurra os copos e o conjunto gira. O movimento vira sinal elétrico ou mecânico, que é registrado em metros por segundo ou km/h.

Questionada se uma rajada maior do que a registrada oficialmente pode ter passado pela cidade sem ser detectada por equipamentos, a Defesa Civil que isso é possível. “Uma rajada de vento mais forte pode passar por uma cidade sem ser detectada pelos equipamentos meteorológicos, principalmente porque os anemômetros registram o vento apenas no ponto exato onde estão instalados”, afirma.

A Defesa Civil também faz a ressalva de que o vento não sopra da mesma forma em todos os lugares ao mesmo tempo, variando de acordo com “a presença de prédios, morros, árvores e ruas, que podem desviar ou canalizar o ar”.

O órgão do governo estadual também diz que rajadas são fenômenos rápidos e localizados, podendo durar apenas alguns segundos. “Se o sensor estiver posicionado a uma certa distância ou se houver obstáculos ao redor, ele pode não captar o pico máximo dessa rajada”, afirma.


Maiores rajadas de vento já registrada na Grande SP

  1. 107,6 km – 11 de outubro de 2024 – Interlagos
  2. 105,1km/h – 3 de novembro de 2023 – Barueri
  3. 101,5 km/h – 25 de novembro de 2010 – Mirante de Santana
  4. 101,1 km/h – 30 de janeiro de 2019 – Barueri

Outras rajadas de destaque

  • 95,8km/h – 21 de fevereiro de 2011 – Mirante de Santana
  • 90 km/h – 7 de setembro de 2023 – Mirante de Santana
  • 88.6 km/h – 30 de janeiro de 2019 – Mirante de Santana
  • 87.5 km/h – 30 de janeiro de 2019 – Mirante de Santana

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?