Sabesp amplia tempo de redução da pressão da água nesta segunda (22/9)

Horário de redução para Grande São Paulo é das 19h às 5h. Segundo Sabesp, objetivo é economizar abastecimento e segue recomendação da Arsesp

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Campanha de renegociação de dívidas da Sabesp concede desconto sobre o valor do débito e abatimento de juros, multas e correção monetária - Metrópoles
1 de 1 Campanha de renegociação de dívidas da Sabesp concede desconto sobre o valor do débito e abatimento de juros, multas e correção monetária - Metrópoles - Foto: Reprodução

A Sabesp amplia a partir desta segunda-feira (22/9) o horário de redução da pressão da água na Grande São Paulo, que passa agora a valer das 19h até as 5h.

A medida tem como objetivo economizar o abastecimento, visto o baixo nível dos reservatórios e a previsão de pouca chuva para os próximos dias.

Desde o dia 27 de agosto, a pressão da água na região metropolitana reduzia todos os dias das 21h até 5h. A medida, segundo a empresa, segue uma recomendação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Também haverá gerenciamento da pressão durante o dia, para evitar que bairros mais altos e mais afastados do centro não sofram com a falta de água à noite toda.

“A Sabesp ressalta que imóveis que possuem suas instalações conectadas à caixa-d’água devem sentir menos os efeitos da redução de pressão e lembra ainda a importância do uso consciente da água por toda a população”, afirma a companhia em nota.


Como funciona a redução de pressão

  • A redução de pressão é a diminuição do volume de água na rede de abastecimento. Isso ajudaria a diminuir a perda física de água, que é, grosso modo, o volume que vaza pelos canos no trajeto entre a estação de tratamento e os imóveis.
  • Especialista com mais de 50 anos de experiência em saneamento e ex-diretor da Sabesp, João Jorge da Costa explica que o consumo cai à noite e, por isso, a rede de abastecimento fica cheia, com uma pressão estática.
  • “Resulta numa pressão muito maior. E a perda é proporcional à pressão”, afirma.
  • Segundo ele, isso pode provocar alguns transtornos. “Você tem que calcular direitinho, porque, às vezes, num lugar mais alto, ao invés de ter reduzido a pressão, você não vai ter pressão nenhuma”, afirma.
  • Esse tipo de problema aconteceu com frequência em bairros como Jardim Ângela, na zona sul, e Brasilândia, na zona norte, por exemplo, durante a crise hídrica de 2014-2015.
  • Mesmo após esse período crítico, muitos moradores de bairros da periferia da capital paulista passaram a enfrentar o desabastecimento noturno, principalmente nos pontos mais altos.
  • Desde que teve início esse tipo de manobra, o governo estadual sempre disse que quem tem caixa d’água não deveria sentir os efeitos da redução de pressão.
  • A expressão “redução de pressão” surgiu com forma de evitar que o governo estadual, na ocasião sob comando do atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), então no PSDB, abordasse a situação como um racionamento de água no período eleitoral.

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