Rua do Centro segue interditada por vazamento de gás em obra da Sabesp
Encanamento de gás na República foi atingido durante manutenção emergencial da rede de água. Vazamento foi controlado sem vítimas
atualizado
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A interdição na Rua Doutor Teodoro Baima, na República, região central de São Paulo, segue ativa após um vazamento de gás na noite dessa quinta-feira (4/6). O vazamento aconteceu em uma obra da Sabesp e, segundo a companhia, foi controlado. Não há registro de vítimas.
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Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a ocorrência iniciou por volta das 19h17. Imagens que circulam nas redes sociais (veja acima) mostram uma grande quantidade de gás saindo de um buraco na via.
A corporação ainda informou que a Sabesp e a Comgás foram acionadas. Em nota enviada ao Metrópoles, a Sabesp disse que um encanamento de gás foi atingido durante a execução de uma manutenção emergencial na rede de água.
“Ao constatar a perfuração, a equipe da Sabesp interrompeu imediatamente os trabalhos e acionou os protocolos de segurança. A concessionária responsável pela rede de gás foi prontamente comunicada, realizou o desligamento do fornecimento e atuou para controlar a ocorrência”, disse a empresa.
“A Sabesp reforça seu compromisso com a segurança das operações. A companhia continua trabalhando incansavelmente no aprimoramento contínuo de seus protocolos de segurança operacional e, nesta semana, lançou novas diretrizes e procedimentos voltados ao reforço da prevenção de riscos e segurança das obras”.
Explosão no Jaguaré e outros incidentes
O vazamento acontece cerca de um mês depois de uma explosão de gás deixar um rastro de destruição em uma comunidade no Jaguaré, na zona oeste. Dezenas de moradores tiveram os imóveis atingidos e ficaram desabrigados. Dois homens morreram.
Três dias depois, uma obra da Sabesp provocou outro vazamento após o rompimento de uma tubulação da Comgás, desta vez na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
A empresa também registrou transtornos relacionados à própria infraestrutura nos últimos dias. O rompimento de um coletor de esgoto da Sabesp na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo, provocou a abertura de uma cratera e afetou o trânsito na região no final de maio.
“O trecho já possuía diagnóstico estrutural e parte da rede já está em processo de recuperação, dentro do conjunto de obras executadas pela Companhia para modernização de sistemas antigos de saneamento e enfrentamento de problemas históricos da infraestrutura subterrânea”, informou a Sabesp na ocasião.
Um dia antes, outro rompimento, dessa vez, de uma adutora, deixou 71 bairros em Guarulhos, na Grande São Paulo, sem água. Segundo a companhia, o rompimento foi causado pelo deslocamento do solo durante uma obra de ampliação do sistema de tratamento de esgoto. Durante o período de desabastecimento, a Sabesp disponibilizou 30 caminhões-pipa para atendimento emergencial da população.
Também nesta quinta (4/6), um vazamento de água em uma unidade da Sabesp causou dor de cabeça nos moradores do bairro Parque das Nações, em Santo André, na Grande São Paulo. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma “cachoeira” escorrendo do reservatório e um grande fluxo de água “invadindo” imóveis vizinhos.
Privatizada na gestão Tarcísio, há quase dois anos, a Sabesp teve salto de lucro e aumento de reclamações de clientes, como mostrou o Metrópoles anteriormente. No caso do Jaguaré, moradores relataram, inclusive, que avisaram aos profissionais da empresa sobre a presença de uma tubulação de gás na área de obra antes do vazamento que provocou a explosão.