6 bares para comer o bolovo nosso de cada dia
Versão brasileira do britânico "scotch egg", o bolovo aparece no cardápio de vários bares e botecos de São Paulo. Saiba onde comer

São Paulo – Se considerarmos que a matéria-prima de um é o ovo e da outra é a galinha, cabe aqui a pergunta: o que surgiu primeiro, o bolovo ou a coxinha?
No caso do bolovo – que nada mais é do que a versão brasileira do scotch egg –, a origem da receita é incerta: de acordo com a enciclopédia Britannica, o scotch egg teria sido inventado na muito tradicional loja de departamentos londrina Fortnum & Mason, em 1738.
No livro “A Caledonian Feast”, que reúne uma série de receitas escocesas, a autora, Annette Hope, diz que o petisco foi mencionado por volta de 1830, por sua similaridade com um prato indiano, nargisi kofta, que consiste de ovos cozidos cobertos por uma massa feita com carne de cordeiro e especiarias.
Já o jornal inglês The Guardian afirma que teria sido citada pela primeira vez em fins do século 19, na região de Yorkshire. E a coxinha? Acredite, ela surgiu na França, mas a história fica para uma próxima lista.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles1. Bar do Luiz Fernandes

Desde meados da década passada, este boteco aberto em 1970 lança um novo petisco a cada ano. Desde 2013, figura no cardápio o “carequinha”, um bolinho recheado com ovo de codorna e massa de linguiça (R$ 9,00), que é a interpretação de dona Idalina, a anfitriã, para o bolovo.
Rua Augusto Tolle, 610, Mandaqui, tel. 2976-3556. bardoluizfernandes.com.br. Ter. a sex.: 16h/23h30; sáb.: 12h/21h; dom.: 12h/19h. $
2. Boca de Ouro

Além de possuir uma das melhores cartas de drinques da cidade, embora sucinta, o bar – que tem o sócio Arnaldo Hirai na função de barman – prepara um ótimo bolovo, que é servido com um molho rosé picante e que tem a gema num ponto bem cremoso, um pouco menos consistente que o poché (R$ 23,00).
Rua Cônego Eugênio Leite, 1121, Pinheiros. @barbocadeouro. Ter. e qua.: 18h/0h; qui. a sáb.: 18h/2h. $
3. Guarita
Tanto a coquetelaria – a cargo de Jean Ponce – quanto o cardápio deste bar, que traz pizzas e petiscos diversos, criados pelo chef Greg Caisley, são ótimos. O bolovo (R$ 11,00) é um exemplo: massa de coxinha, fraldinha temperada e meio ovo com gema no ponto ideal.
Rua Simão Álvares, 952, Pinheiros, tel. 99880-6892. @guaritabar. Ter. e qua.: 18h/23h30; qui. 18h/0h; sex.: 18h/1h30; sáb.: 17h/1h30; dom.: 17h/23h30. $
4. Rabo di Galo
O Rosewood São Paulo Hotel foi inaugurado em janeiro passado, com diárias a partir de R$ 3100,00, e ocupa um dos edifícios tombados dentro da chamada “Cidade Matarazzo”. Abriga seis bares e restaurantes em seu pólo de gastronomia do qual, e com alguma razão, o mais falado é este bar, que prepara o bolovo mais caro e comentado da cidade: trata-se do bolove de frango orgânico, servido com caviar. Custa R$ 135,00.
Rua Itapeva, 435, Bela Vista (Rosewood São Paulo Hotel), tel. 3797-0500. rosewoodhotels.com. Seg. a dom.: 18h/1h. $$$
5. Sertó
Aqui o bolovo é feito com meio ovo de galinha caipira, de um lado, e bastante carne moída, do outro. Tudo é envolto em massa de batata e, por fim, empanado. Sai a R$ 19,00.
Rua Major Sertório, 106, República, tel. 3231-5422. @serto.sp. Seg. e ter.: 12h/15h e 18h/21h; qua. a sex.: 12h/15h e 18h/23h; sáb. 12h/23h; dom.: 12h/19h. $
6. Tiquim

Além do bolovo tradicional (temperado com queijo-de-minas, R$ 13,00), este agradável bar fincado em uma esquina entre as ladeiras da zona Oeste prepara versões sazonais do petisco, a exemplo do caipirovo (nas festas juninas), do abobrovo (para o Halloween) e, agora, em tempos natalinos, do bacalhovo: meio ovo com azeitona, muçarela e massa de batata com bacalhau (R$ 16,00).
Rua Cayowaá, 1301, Sumarezinho, tel. 3582-9743. @bar_tiquim. Ter. a sáb.: 12h/22h30; dom.: 12h/0h. $



