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São Paulo

Rope jump: Meta deverá explicar exclusão de postagens após morte de jovem

Ofício enviado pela Justiça à empresa dona do Facebook pede esclarecimentos sobre o perfil da empresa responsável por salto de rope jump

03/11/2026 07:45
Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser jogada sem cordas durante salto de rope jump

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) enviou um ofício para que a Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram, forneça informações sobre o perfil da empresa de rope jump envolvida na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em junho deste ano. A jovem foi arremessada, sem corda, de uma ponte durante um salto em Limeira, no interior do estado.

No documento, o TJSP pede que a Meta informe se a empresa apagou as postagens após o incidente e explique por que a conta da empresa no Instagram foi desativada.


Relembre o caso

  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, perdeu a vida após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros durante prática conhecida como rope jump.
  • Em vídeos que circularam nas redes sociais, é possível ver três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando a jovem da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Outros praticantes da modalidade que estavam presentes no momento perceberam, logo após a queda, que a jovem estava sem cordas.
  • Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.
  • Os três envolvidos que aparecem nas imagens foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo que sem intenção de matar.
  • A CEO da empresa responsável pelo salto também foi presa.
  • A Justiça decidiu que os quatro devem permanecer presos.

Na última semana, as autoridades tentaram acessar o perfil com as informações de login e senha fornecidas pela CEO da empresa, Evelyne dos Santos Gonçalves, mas não obtiveram sucesso devido à necessidade de uma confirmação em duas etapas enviada a um celular até então desconhecido.

Paralelamente, a Justiça marcou para esta terça-feira (3/11) os depoimentos dos instrutores Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, com presença de Evelyne. A defesa da CEO pediu para que a audiência fosse remarcada até os envolvidos terem uma resposta da Meta, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz.

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O TJSP ainda solicitou que, caso os acusados tenham conhecimento sobre o celular que recebeu a confirmação em duas etapas, informem durante o depoimento nesta terça.

Denunciados pela morte

Maicon, Luis Felipe e Vitor foram denunciados por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne, apontada como CEO da empresa responsável pelo salto, também foi denunciada pela prática do mesmo crime, além de omissão imprópria e fraude processual, já que teria tentado eliminar provas relevantes para a investigação.

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Rope jump: instrutor preso após morte de Maria Eduarda em salto fez vídeo sobre "desovar corpo"
Vídeo: Criança fica no chão em acidente de rope jump antes de tragédia
Jovem que morreu em salto de rope jump
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Jovem que morreu em salto de rope jump

Instagram/Reprodução
Rope jump: instrutor preso após morte de Maria Eduarda em salto fez vídeo sobre "desovar corpo"
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Rope jump: instrutor preso após morte de Maria Eduarda em salto fez vídeo sobre "desovar corpo"

Reprodução/Instagram @luisfelipeegoroff
Vídeo: Criança fica no chão em acidente de rope jump antes de tragédia
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Vídeo: Criança fica no chão em acidente de rope jump antes de tragédia

Arquivo pessoal

Na denúncia, o MPSP sustentou que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar as cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

O documento também apontou que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Em relação à organizadora do evento, o Ministério Público afirmou que ela tinha o dever de garantir a adoção de padrões mínimos de segurança e interromper a atividade diante de condições inadequadas, mas deixou de fazê-lo mesmo após tomar conhecimento de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.

A denúncia também atribuiu a ela a prática de fraude processual por orientar a retirada da câmera GoPro utilizada pela vítima e a exclusão do conteúdo nela encontrado, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.