Rodeio e transportes: como Diabo Loiro fazia lavagem milionária do PCC

Operação contra lavagem de dinheiro do tráfico mirou Eduardo Magrini, apontado como líder do PCC e preso em outubro de 2025

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Touro Império é apreendido em SP no âmbito da Operação Caronte, que mira lavagem de dinheiro do PCC - Metrópoles
1 de 1 Touro Império é apreendido em SP no âmbito da Operação Caronte, que mira lavagem de dinheiro do PCC - Metrópoles - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram, nesta sexta-feira (8/5), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O principal alvo é Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro e preso no ano passado em Campinas, interior do estado.

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Operação Caronte cumpre mandados em SP relacionados ao Diabo Loiro e à lavagem de dinheiro do PCC
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Touro Império é apreendido em SP no âmbito da Operação Caronte, que mira lavagem de dinheiro do PCC
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Touro Império é apreendido em SP no âmbito da Operação Caronte, que mira lavagem de dinheiro do PCC

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Operação Caronte cumpre mandados em SP relacionados ao Diabo Loiro e à lavagem de dinheiro do PCC - na foto, o boi Império, apreendido na operação
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Segundo a investigação, Magrini promovia lavagem de capitais provenientes do tráfico de drogas e outras atividades criminosas. Para conferir aparente legitimidade ao dinheiro ilícito, Diabo Loiro usou sócios “laranjas”, empresas do ramo de transporte e também uma empresa do ramo de rodeios. As autoridades ainda ressaltaram que o investigado ostentava patrimônio milionário nas redes sociais, o que possibilitou estabelecer o vínculo dele com as empresas mencionadas.

O envolvimento do Diabo Loiro na lavagem de dinheiro é investigado desde 2016. Durante esse período, análises de dados fiscais, bancários e de outras informações fornecidas por órgãos de fiscalização permitiram identificar movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos.

O filho de Eduardo Magrini, Matheus Magrini, também é alvo da operação e suspeito de movimentar dinheiro ilícito por meio de empresa do ramo musical. Em abril deste ano, Matheus Magrini foi preso pela Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Narco Fluxo, que também prendeu os MCs Ryan SP e Poze do Rodo.


Empresa de rodeio em esquema do PCC

  • A operação, batizada de “Caronte”, cumpriu onze mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
  • O principal alvo é Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro e preso preventivamente no ano passado, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça.
  • A Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados, veículos e outros bens em nome dos suspeitos.
  • Além dos valores e dos veículos, as autoridades apreenderam animais como cavalos e bois, dentre os quais o boi “Império” 3º mais bem ranqueado em rodeios no Brasil.
  • O nome da operação foi escolhido em referência ao barqueiro da mitologia grega responsável por transportar as almas dos mortos através dos rios para o submundo de Hades (Diabo).
  • A operação Caronte foi deflagrada pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) da 1ª DIG – DEIC Campinas e pelo Gaeco de Campinas.

Preso por planejar atentado

Eduardo Magrini foi preso em outubro de 2025 suspeito de envolvimento direto em ataques contra forças de segurança. Diabo Loiro é apontado como responsável por atentados contra a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em 2006.

Em 2012, ele já havia sido preso no interior paulista por tráfico de drogas. O investigado também tem passagens criminais por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.

Nas redes sociais, Magrini se apresenta como produtor rural e influenciador digital, com publicações que mostram carros de luxo, viagens e amizades com figuras conhecidas.

Diabo Loiro é ex-padrasto do funkeiro MC Ryan SP, preso no dia 15 de abril pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, MC Ryan liderava uma rede de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. O esquema também envolve o cantor MC Poze e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, ambos presos no mesmo dia da detenção de Ryan.

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