Ressaca no litoral: navegação no Porto de Santos é retomada
Com ventos fortes e ondas de 3 m, navegação no Porto de Santos foi interrompida entre a tarde de terça (29/7) e a manhã desta quarta (30/7)
atualizado
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A navegação no Porto de Santos, no litoral paulista, foi suspensa por algumas horas na manhã desta quarta-feira (30/7) devido a condições climáticas, de acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS). A interrupção das atividades teve início ainda na tarde da terça-feira (29/7) por causa das previsões de ondas de até 3,5 metros, baixa visibilidade e ventos de ventos de cerca de 70 km/h.
Os serviços foram n0rmalizados as 9h30 desta quarta-feira para navios com calado de até 12,5 metros. A saída e entrada de cargueiros foi retomada às 10h, segundo informações da APS.
Estado de alerta para ressacas
Cidades da Baixada Santista estão em estado de alerta para ressacas com ondas de mais de 3 metros até esta quinta-feira (31/7), segundo a Sala de Situação de Recursos Hídricos da Baixada Santista.
Ondas entre 3 e 3,7 metros são esperadas entre esta quarta (30/7) e quinta-feira em Peruíbe, Santos, Praia Grande, Itanhaém, Guarujá, Mongaguá, São Vicente e Bertioga.
A partir da sexta-feira (1º/8), a maioria dessas cidades entram em estado de atenção, que é quando as ondas atingem entre 2 e 3 metros, até a situação se normalizar no sábado (2/8).
Nessa terça-feira (29/7), rajadas de vento com velocidade máxima de 81,69 km/h e ressaca com ondas de até 3,35 metros de altura foram registradas em Santos.
A Sala de Situação é um espaço no Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos, dedicado ao monitoramento e análise em tempo real das chuvas, dos níveis e das vazões dos principais corpos hídricos da região.
Conforme previsto pelos modelos numéricos do NPH-Unisanta, a previsão de ondas intensas e maré elevada tem relação com o avanço de uma frente fria com ventos intensos na região costeira.
Segundo o núcleo de pesquisas, se as previsões se confirmarem, há possibilidade de impactos nas estruturas urbanas e inundações pontuais durante os períodos de maré alta, que podem ser potencializados pelos ventos fortes previstos.
A Defesa Civil recomenda atenção redobrada em áreas costeiras, especialmente para embarcações de pequeno porte, pescadores, praticantes de esportes aquáticos e frequentadores de praias.






