Reforma da marquise do Ibirapuera atrasa e empresa pede prazo maior
Reforma feita pela concessionária Urbia no Ibirapuera começou em março de 2024 e deveria ser entregue em julho deste ano
atualizado
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A reforma da marquise do Parque Ibirapuera, que começou em março de 2024 e deveria terminar no mês de julho deste ano, está atrasada e não cumprirá o prazo estabelecido. A concessionária responsável pela obra e pelo parque, a Urbia Gestão de Parques, solicita à Prefeitura de São Paulo um prazo e um valor maiores para a conclusão da obra.
O espaço está fechado há mais de cinco anos e a revitalização da marquise, que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, teve como valor inicial R$ 71,9 milhões.
Segundo a concessionária, o cronograma de obras deverá ser estendido para até o fim de dezembro. Com o novo prazo, o valor da reforma também será alterado para R$ 86,9 milhões, um acréscimo de R$ 13 milhões ao valor inicial do contrato.
Em documentos enviados à Prefeitura de São Paulo, a Urbia afirma que, no início dos trabalhos da reforma, “durante a retirada do forro e das camadas de impermeabilização pré-existentes, identificou-se que a laje superior não se encontrava em boas condições estruturais, pela existência, entre outros motivos, de diversas camadas de impermeabilização historicamente implementadas uma em cima da outra, de espessuras diversas, constituindo vício oculto”.
A demolição dessas camadas não estava prevista e, por esse motivo, o prazo de 16 meses para conclusão “se tornou inexequível e necessitará ser repactuado”. O documento ainda destaca que as intervenções necessárias só são possíveis com a aprovação dos três órgãos de preservação — o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp), o Condephaat e o Iphan —, o que contribui para um atraso maior na conclusão.
Em nota, a gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), informou que os trâmites exigidos pelos órgãos condicionaram a prorrogação do prazo e a revisão orçamentária, “fatores imprescindíveis para garantir a integridade do projeto”.
A Urbia ficou responsável pela execução das obras por meio de um aditivo no contrato de concessão, autorizado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). A concessionária teria oferecido cerca de 5% de desconto no valor total da reforma e menor tempo para entrega do projeto final. Apesar do atraso e do maior valor solicitado, a pasta ainda afirma que “o desconto de 5% permanece vigente sobre o valor atual”.
A empresa afirmou, em nota enviada ao Metrópoles, que reforça rigorosamente todas as exigências dos órgãos competentes e conduz a obra com responsabilidade técnica, transparência e diálogo constante. “Caso o aditivo seja assinado nos próximos dias a marquise estará pronta ainda no primeiro semestre de 2026, revitalizada, segura e à altura de sua relevância histórica e cultural”.








