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São Paulo

Veja quem são os alvos de operação da PF contra o Banco Digimais

Corporação cumpre nove mandados de busca e apreensão. Segundo investigação, banco manipulava demonstrativos para fraudar sistema financeiro

23/06/2026 08:20, atualizado 24/06/2026 11:59
Instagram/ Edir Macedo
Veja quem são os alvos de operação da PF contra o Banco Digimais

A Polícia Federal (PF) cumpre, em São Paulo, nove mandados de busca e apreensão na operação contra um esquema de fraudes financeiras. Os alvos são ligados ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Segundo a investigação, a instituição teria manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do banco. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.


Quem são os alvos de mandados de busca e apreensão

  • Marcelo de Lima Brasil
  • João Alves de Campos
  • Rodrigo Ruggero
  • João Luiz Urbaneja
  • Thiago Rodrigues Urbaneja
  • José Roberto Giancoli Filho
  • Rodrigo Balassiano
  • Banco Digimais S.A.
  • ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

De acordo com a representação da PF, Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca e apreensão por residir no exterior. A corporação, no entanto, foi autorizada a bloquear e sequestrar bens do bispo, assim como dos outros alvos. O montante é de mais de R$ 670 milhões. Além disso, a Justiça autorizou a PF a quebrar os sigilos fiscais de 18 alvos da operação.


Alvos de quebra de sigilo fiscal

  • B.A. Empreeendimentos e Participações S/A
  • Banco Digimais S.A.
  • Bless Capital Gestora de Recursos
  • Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A.
  • Edir Macedo Bezerra
  • EXP 1 FIDC-NP
  • Guidare FIM CP
  • Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL
  • ID 112 FIDC-NP
  • ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
  • João Alves de Campos
  • João Luiz Urbaneja
  • José Roberto Giancoli Filho
  • Marcelo de Lima Brasil
  • Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda)
  • Rodrigo Balassiano
  • Rodrigo Ruggero
  • Thiago Rodrigues Urbaneja

Segundo a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.

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O que dizem os envolvidos

Em nota, a Bless Capital afirmou que não foi alvo da operação e não foi objeto de qualquer medida judicial relacionada ao caso. A gestora também afirmou que não possui vínculo societário com a ID e não integra o mesmo grupo econômico da companhia. “Trata-se de empresas independentes, com estruturas societárias, governança e administrações próprias, que atuam em funções distintas dentro do ecossistema do mercado de capitais.”

A Bless Capital ainda reforçou que todas as operações são conduzidas em estrita observância à regulamentação vigente, aos normativos dos órgãos reguladores e às melhores práticas de governança do mercado. “Não procede qualquer alegação de utilização de fundos geridos pela companhia para fins de maquiagem contábil ou qualquer outra prática irregular. A Bless Capital permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que venham a ser solicitados e segue acompanhando o tema com total transparência e responsabilidade”, concluiu.

A Rocha Silva Consultoria e Estruturação informou que recebeu com surpresa a notícia sobre a operação. “Prestei serviços de estruturação e intermediação da venda do direito de crédito de clientes e jamais prestei qualquer serviço ao banco Digimais”, afirmou o proprietário da empresa, Marco Antônio Rocha da Silva.

“Me coloco a disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, posto que a venda do ativo foi lícita e não tenho ciência, e tão pouco responsabilidade, sobre eventual sobrevalorização do mesmo pela instituição investigada, conforme citado em reportagem. A venda do direito creditório, que é um ativo financeiro, foi legal. Não tive nenhuma participação posterior nos fatos que estão sendo apurados. Na época nem sabia que esse ativo iria para o banco Digimais, a operação foi com um fundo”, afirmou.

Metrópoles aguarda a manifestação dos outros citados.