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Apuração pelo Brasil

São Paulo

Quem era o juiz encontrado morto em carro incendiado no interior de SP

O Metrópoles apurou que o juiz Gustavo de Castro Campos, do TJSP, foi encontrado morto dentro de carro incendiado no interior de SP

08/10/2026 00:22
Reprodução/Redes Sociais
Imagens coloridas mostram foto de homem branco, sorrindo, encostado em alguém que teve a imagem borrada e preservada por se tratar de uma criança

O corpo do juiz Gustavo de Castro Campos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que atua na Comarca de Mococa, foi encontrado carbonizado dentro de um carro que estava em chamas, nessa quarta-feira (7/10), na área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

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Corpo é encontrado em carro incendiado no interior de São Paulo
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Corpo de juiz é encontrado em carro incendiado no interior de São Paulo
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Corpo de juiz é encontrado em carro incendiado no interior de São Paulo

Reprodução/Redes Sociais

De acordo com o perfil profissional, Gustavo de Castro Campos é formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e possui duas especializações.

Ele trabalhou como advogado por 10 anos e, depois, delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, em 2014, mesmo ano em que passou a atuar como juiz substituto na Justiça capixaba. Há 12 anos, ele compõe os quadros TJSP e já atuou como juiz nas Comarcas de Tambaú, Leme e Mococa — onde estava atualmente.

Corpo carbonizado

Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, a vítima foi encontrada por trabalhadores rurais que estavam em uma retroescavadeira e utilizaram terra para apagar as chamas.

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Dentro do veículo, foi encontrada uma habilitação em nome do magistrado. A Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros atenderam à ocorrência. O veículo estava em uma área pertencente a uma fazenda.

A Polícia Civil vai investigar as causas do crime. Nada é descartado neste início de investigação.

Processo por “humilhar” advogado arquivado

O Metrópoles apurou que o juiz já foi processado por suposta ofensa à honra de um advogado. O Órgão Especial do TJSP concluiu que acusação não se sustentava e arquivou o caso.

Segundo os autos do processo, o reclamante tem práticas inadequadas durante julgamento, tendo sido condenado em 1º grau por crime de desacato praticado contra um juiz.

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A situação foi a seguinte, o magistrado questionou o advogado durante um julgamento: “qual técnica o senhor está empregando aí? a técnica de onde isso aí?”. Na sequência, defensor disse: “vamos começar a trabalhar direito, pô”. O juiz rebate: “eu trabalho já cinquenta e um anos”. Nesse momento, o advogado sugeriu: “então, faça então. Então, faça direito. Ou se aposenta logo, está fazendo um péssimo trabalho aqui”.

Para o TJSP, ficou constatado o “comportamento provocativo” do advogado e que o juiz também é um ser humano que “em situações extremas, perde a paciência quando se depara com comportamentos inconvenientes”.