Quem era o advogado do Mensalão encontrado morto em Higienópolis
O advogado Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco atuou no caso do Mensalão, defendendo José Genoino, e foi fundador do Grupo Prerrogativas
atualizado
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O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 51 anos, que foi encontrado morto na madrugada dessa quarta-feira (1º/10) em Higienópolis, bairro nobre do centro de São Paulo, começou a carreira em 1994, quando ingressou na banca de advocacia de Márcio Thomaz Bastos.
Ele se formou em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1996.
A morte de Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco foi confirmada pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), que lamentou o ocorrido.
Pacheco atuou no caso do Mensalão, defendendo o então deputado José Genoino (PT-SP). Ele também foi sócio-fundador do Prerrogativas, grupo de juristas pró-PT.
Além da atuação profissional, Pacheco ocupou cargos relevantes na advocacia e na política de defesa dos direitos: foi conselheiro da OAB/SP em diferentes mandatos (2019-2021 e 2022-2024), presidente da Comissão de Prerrogativas da seccional paulista e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Ele também integrou o Conselho Nacional Anti-Drogas da Presidência da República.
Nos últimos anos, atuava em seu próprio escritório, Luiz Fernando Pacheco Advogados, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.
“Pacheco sempre exerceu a advocacia com firmeza, seriedade e respeito às instituições. Era uma referência na defesa das prerrogativas e um nome importante na vida institucional da OAB. Sua ausência será muito sentida”, afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.
Advogado passou mal na rua
- Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco passou mal e teve uma convulsão em uma rua em Higienópolis, região central de São Paulo.
- Uma testemunha que viu o homem de 51 anos passando mal acionou a Polícia Militar e o Samu.
- Ele foi levado pelo Samu ao pronto-socorro da Santa Casa, onde foi a óbito por volta de 1h40.
- A princípio considerado morador de rua por causa da falta de documentos, um exame papiloscópico foi realizado, identificando Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco.
Um boletim de ocorrência de desaparecimento do advogado havia sido registrado no dia anterior (30/9). No documento, obtido pelo Metrópoles, é descrito que ele havia parado de responder mensagens à 0h. Ele estava em um restaurante na Barra Funda, quando pegou um táxi dizendo que ia para um bar próximo de sua residência, mas não deu mais notícias.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o óbito foi registrado como morte súbita pelo 78º DP. “As investigações seguem para esclarecer os fatos”, afirmou a pasta.






