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São Paulo

Protesto pró-palestina em frente ao Clube Hebraica gera confusão

Militante estava com bandeira da Palestina, gritou "Palestina livre" em frente ao clube judaico e diz ter sido agredida. Clube nega agressão

01/08/2024 16:56
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Protesto pró-palestina em frente ao Clube Hebraica gera confusão

São Paulo — Uma mulher denunciou, pelas redes sociais, que teria sido agredida ao protestar a favor da Palestina em frente ao Clube Hebraica, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na tarde da última terça-feira (30/7).

Daniela Rodrigues contou que estava com a colega Edva Aguilar quando passou de carro em frente ao local com uma bandeira da Palestina e gritou “Palestina livre”. Segundo o relato da amiga, um homem teria puxado o braço da militante, que estava no banco do carona, e pegado a bandeira.

“Ele não só pegou a bandeira, como torceu o braço da Daniela para trás. Por sorte, o carro estava em baixa velocidade”, disse Edva Aguilar à Folha de S. Paulo. Ela afirmou ao jornal que a colega sofreu uma fratura e luxação no braço direito e precisou passar por uma cirurgia.

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Braço de Daniela
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Daniela e Edva são militantes do Núcleo Palestina do PT-SP e da Frente de Solidariedade ao Povo Palestino, respectivamente. A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) condenou o episódio e afirmou que as mulheres foram “agredidas no exercício de direito de liberdade de expressão”.

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“A ação, que não apresentava qualquer ameaça, culminou em violência desproporcional, resultando na fratura do braço da condutora, que agora está hospitalizada”, disse a nota publicada pela Fepal.

Procurado, o Clube Hebraica afirmou que “não houve nenhum tipo de agressão física contra quem quer que seja, por parte dos seus colaboradores” e que o relato “não corresponde à verdade dos fatos”.

“O que presenciamos foi um carro, trafegando em velocidade reduzida, com seus ocupantes empunhando uma bandeira palestina e gritando palavras de ordem contra o povo judeu, na portaria do clube, em um gesto de evidente provocação” disse.

“Um segurança, sem seguir o protocolo da Hebraica, puxou a bandeira da autodeclarada ativista palestina, por temor de que essa manifestação causasse ainda mais perturbação no local. Nesse momento, o segurança não tocou o braço da pessoa com a bandeira. Não houve qualquer agressão física. O carro seguiu seu rumo, voltando depois à frente do clube com seus ocupantes gritando novas palavras de ordem”, de acordo com o clube.

O Hebraica afirma que “em nenhum momento” as militantes procuraram o clube para relatar o ocorrido e que tomou conhecimento do episódio pelas redes sociais.

“Se assim fosse, agiríamos como sempre de forma absolutamente solidária, colocando a estrutura da Hebraica à inteira disposição dessas pessoas”, afirmou. Estamos, da mesma forma, à disposição das autoridades públicas para quaisquer esclarecimentos. Entretanto, até o presente, não recebemos nenhuma notificação oficial sobre o ocorrido.”