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São Paulo

Protesto: mães ex-testemunhas de Jeová dizem que igreja afasta filhos

Em protesto feito na Avenida Paulista, neste domingo (11/5), mães contaram histórias pessoais em que a igreja teria afastado os filhos

Repórter de São Paulo11/05/2025 21:23, atualizado 12/05/2025 09:44
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Divulgação/ Movimento de Ajuda Às Vítimas das Testemunhas de Jeová
Imagem colorida de mulheres segurando faixas de protesto contra as Testemunhas de Jeová. Metrópoles

São Paulo — Um grupo de mães ex-testemunhas de Jeová se reuniu neste domingo (11/5), na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, para protestar contra o que definiu como “doutrina que incentiva corte de laços familiares”. De acordo com as ativistas, a edição de maio da revista A Sentinela, produzida pela igreja, orienta cortar contato com ex-fiéis, e até com a própria família, como “ato de bondade”.

Segundo o artigo a separação “ajuda a manter a congregação pura” e faz com que aqueles que saíram da igreja queiram voltar.

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O protesto aconteceu no dia das mães, mas contou com baixa adesão
Mães, ex-testemunhas de Jeová, protestaram contra um dogma da igreja em SP
As mulheres contaram relatos pessoais e cobraram revogação do dogma
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As mulheres contaram relatos pessoais e cobraram revogação do dogma

Divulgação/ Movimento de Ajuda Às Vítimas das Testemunhas de Jeová
O protesto aconteceu no dia das mães, mas contou com baixa adesão
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O protesto aconteceu no dia das mães, mas contou com baixa adesão

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Mães, ex-testemunhas de Jeová, protestaram contra um dogma da igreja em SP
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Mães, ex-testemunhas de Jeová, protestaram contra um dogma da igreja em SP

Divulgação/ Movimento de Ajuda Às Vítimas das Testemunhas de Jeová

As mulheres aproveitaram o simbolismo da data deste domingo, Dia das Mães, para mostrar que perderam o contato com os filhos após saírem da religião, por causa desse dogma religioso.

O protesto, organizado pelo Movimento de Ajuda às Vítimas das Testemunhas de Jeová, não teve alta adesão, apesar de contar com transmissão ao vivo em um canal do YouTube.

Em depoimento gravado e publicado em um perfil do movimento, uma mulher do Rio de Janeiro, Claudia Araújo, define a religião como extremista e diz que não pode mais estar com o sobrinho, que criou como filho, desde os 6 anos.

“[Nós] não podemos mais estar com os nossos filhos. Não porque pecamos, porque fizemos nada, mas pelo simples motivo de não querer mais fazer parte da organização”, desabafou a mulher.

Ela ainda relata que o sobrinho alcançou um cargo de liderança na igreja e que, além de não falar mais com a mulher, incentiva o filho biológico de Claudia a também cortar relações com a mãe. “Vivemos um dia de cada vez, aguardando o momento em que a liderança irá revogar essa doutrina nas revistas e no site”, pontuou.

Jacira Amaral é outra mulher que aparece contando a própria situação no microfone do protesto. Ela, que é de Brasília, afirma que fez parte da congregação por 40 anos e que durante esse período foi incentivada pela organização religiosa a “abandonar a filha” que havia se separado do marido.

“Falei que jamais iria abandonar minha filha, pelo que ela estava passando. Como mãe, acolhi e apoiei minha filha. Quando senti essa pressão sob a estrutura da minha família, decidi sair da igreja e apoiar a minha filha”, explicou Jacira.

Além das falas no protesto, as mulheres levaram faixas expondo as situações pessoais e matérias da imprensa que citavam a religião Testemunha de Jeová, entre elas uma reportagem do Metrópoles sobre a congregação ter aliviado punição para pedófilos em um manual.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de imprensa das Testemunhas de Jeová para comentar sobre o dogma e aguarda retorno.

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