“Princesinha do Crime” é presa furtando farmácia após fugir da prisão
Rafaela Sampaio Camorim estava foragida desde setembro de 2025. Ela é acusada de comandar quadrilha especializada em roubo de carros de luxo
atualizado
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Foragida da Justiça desde 2025, quando fugiu de um presídio feminino em São Paulo, Rafaela Sampaio Camorim foi presa na manhã desta sexta-feira (20/2) após furtar farmácias na zona sul da capital paulista. Além da mulher, conhecida como “Princesinha do Crime”, outras duas pessoas foram detidas.
Rafaela fugiu do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) do Butantã, na zona oeste de São Paulo, em setembro do ano passado. Conforme apurado pelo Metrópoles, ela foi resgatada por um casal armado que invadiu a penitenciária e rendeu vigilantes.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) realizava patrulhamento de rotina na região do Campo Grande na manhã desta sexta-feira quando foi informada sobre o furto em uma farmácia na Rua Sócrates. Um representante do estabelecimento disse que duas mulheres pegaram produtos das prateleiras enquanto eram aguardadas por um comparsa em um veículo do lado de fora da loja.
Os policiais iniciaram buscas pela região e encontraram o carro estacionado em frente a outra farmácia, onde abordaram os três suspeitos e encontraram os objetos furtados. Rafaela e a comparsa, Jacquelyne Cordeiro de Lima, se apresentaram com nomes falsos e alegaram que estavam furtando estabelecimentos para pagar uma dívida com agiota. As autoridades descobriram que o trio havia roubado um terceiro estabelecimento.
Na delegacia, entretanto, elas assumiram suas verdadeiras identidades e revelaram que estavam usando nomes falsos porque são foragidas da Justiça. Já o motorista, Allysson Taylor de Guimarães Rodrigues, afirmou que apenas estava dando carona para as criminosas. Segundo representantes das três farmácias, as mulheres furtaram um total de aproximadamente R$ 980 em desodorantes e outros produtos.
O trio foi preso em flagrante por furto e falsa identidade e permanece à disposição da Justiça. O caso foi registrado no 99º Distrito Policial (Campo Grande).
Quem é a “Princesinha do Crime”
Conhecida como “Princesinha do crime”, Rafaela Sampaio Camorim se apresentava nas redes sociais como uma recepcionista com anos de experiência.
Em um dos perfis, a biografia da mulher de 27 anos afirma que ela é capaz de “oferecer amplo suporte administrativo, coordenando as atividades de atendimento”, além de destacar habilidades no encaminhamento de chamadas telefônicas, distribuição de correspondências e esclarecimento de dúvidas dos visitantes, “com uma postura cordial e assertiva”. A página da criminosa ainda alega que ela se formou em pedagogia pela Faculdade São Bernardo em 2020.
Fora das redes sociais, no entanto, Rafaela assumia uma identidade totalmente diferente. Ela comandava uma quadrilha especializada em roubos de carros de luxo e foi condenada a 12 anos de prisão.
A “Princesinha do Crime” foi capturada em janeiro de 2022, aos 23 anos, após uma ação da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Na ocasião, as autoridades apreenderam cinco veículos roubados.
Fuga cinematográfica
Em setembro de 2025, Rafaela foi resgatada do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) do Butantã por um casal armado. De acordo com a PM, os comparsas foram até o CPP e aproveitaram o momento em que um caminhão fazia entregas para render vigilantes e invadir a penitenciária. A dupla, então, adentrou o refeitório do local, trancou uma agente de segurança em um banheiro e resgatou a presa.
Com a ajuda do casal, a mulher deixou a prisão e fugiu. Os suspeitos seguiram sentido à Rodovia Raposo Tavares e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) foi acionada. Helicópteros auxiliam nas buscas, mas não localizaram os fugitivos. Ainda conforme a PM, a motivação da fuga seria pela transferência da detenta ao regime fechado.
Penitenciária com estrutura sucateada
- Fontes do Sistema Penitenciário disseram ao Metrópoles que a unidade do CPP no Butantã está repleta de problemas estruturais.
- Segundo relatos, o presídio opera com déficit de funcionários que atuam nas instalações internas, e também de funcionários armados responsáveis pela fiscalização nas dependências externas.
- A unidade também teria registrado problemas em viaturas usadas para escoltas de presos.
- Em 2021, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo solicitou a transferência imediata das detentas do CPP feminino do Butantã após uma vistoria revelar problemas nas instalações do prédio.
- O caso da “Princesinha” não é o primeiro no local. Em 2024, sete presos fugiram do CPP do Butantã em 48h.








