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Eleições 2026São Paulo

Preso por elo com tráfico, candidato quintuplicou patrimônio em 2 anos

Candidato a deputado federal e vereador, Hélio Pereira, foi preso em operação que investiga financiamento, armazenamento e venda de drogas

10/09/2026 02:15
Divulgação / Câmara Municipal de Sumaré
Hélio Pereira da Silva (Cidadania)

Preso por suspeita de envolvimento em um esquema ligado ao tráfico de drogas, o vereador e presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Pereira da Silva (Cidadania), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,13 milhão em 2026. Licenciado do cargo para disputar uma vaga de deputado federal, ele informou ter R$ 201,9 mil em bens na eleição anterior, em 2024. Ou seja, o patrimônio declarado pelo político ficou 5,6 vezes maior em dois anos.

Entre os bens declarados neste ano estão uma caminhonete Ford Ranger 2024/2025 avaliada em R$ 330,3 mil, R$ 240 mil aplicados em um plano de previdência privada do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), um apartamento em Sumaré avaliado em R$ 160 mil e terrenos em Sumaré e Ibaté. O candidato também informou ter aplicações financeiras, dinheiro em contas bancárias e participação em duas empresas.

Em 2024, quando disputou uma vaga de vereador, Hélio havia declarado quatro bens, que somavam R$ 201.899. Na lista estavam dois terrenos e duas motocicletas. A declaração deste ano passou a incluir, além de novos veículos e imóveis, valores aplicados em previdência privada e investimentos financeiros, participação em empresas e dinheiro em contas bancárias.

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Entenda o caso

  • Vereador e presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Pereira da Silva (Cidadania) está licenciado do cargo para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano.
  • Hélio foi preso temporariamente nesta quarta-feira (9/9), durante a Operação Archimagus, que investiga um suposto esquema ligado ao tráfico de drogas.
  • Segundo a Ficco, o grupo teria atuação no financiamento para compra de drogas, armazenamento, logística e distribuição de entorpecentes em pontos de venda de Sumaré.
  • Os investigadores também apuram se imóveis e pessoas jurídicas eram usados para dar suporte à estrutura investigada.
  • Na casa de Hélio, foram apreendidos duas armas, 105 munições, joias de ouro, documentos e R$ 18 mil em espécie. Um carro com placa oficial da Câmara também foi periciado.
  • Além da prisão de Hélio, a Justiça autorizou dez mandados de busca e apreensão em Sumaré, Campinas, Vinhedo e Jacutinga (MG).
  • Hélio é investigado por suposta participação no esquema. A investigação continua, e a prisão e as suspeitas ainda não representam uma condenação.

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Investigação mira esquema de tráfico

Hélio está licenciado do cargo de vereador para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano. Além da atuação política, ele é empresário e declarou participação em duas empresas à Justiça Eleitoral. O político mora em um condomínio de alto padrão em Paulínia.

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Na última quarta-feira (9/9), Hélio foi preso temporariamente durante a Operação Archimagus, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). A ação investiga um suposto esquema ligado ao tráfico de drogas em Sumaré e cumpriu ainda dez mandados de busca e apreensão em Sumaré, Campinas, Vinhedo e Jacutinga (MG).

Segundo as investigações, o grupo teria uma estrutura voltada ao financiamento da compra de drogas, armazenamento, logística e distribuição dos entorpecentes para pontos de venda em Sumaré. Os investigadores também apuram o possível uso de imóveis e empresas para dar suporte às atividades.

Um dos locais vistoriados foi um sítio que, segundo a investigação, seria usado para guardar drogas. Na casa de Hélio, os agentes encontraram duas armas, 105 munições, joias de ouro, documentos e R$ 18 mil em espécie. Um veículo com placa oficial da Câmara de Sumaré também foi periciado, mas não foi apreendido.

Hélio é investigado por suposta participação nessa estrutura. A prisão é temporária e faz parte da investigação, que ainda está em andamento. As suspeitas levantadas pelas autoridades não representam, por si só, uma condenação.

O Metrópoles procurou o candidato e vereador Hélio Pereira da Silva, mas não havia obtido resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.