Presa em flagrante por furto, jovem foge de delegacia após abrir cadeado
Kamilly Dias Gomes Aquino foi presa, na sexta-feira (15/5), em flagrante e fugiu no dia em que Justiça decretou sua prisão preventiva
atualizado
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Kamilly Dias Gomes Aquino, de 23 anos, fugiu, nesse sábado (16/6) de uma cela da Delegacia de Itupeva, no interior de São Paulo, em que estava presa por furto. A Corregedoria da Polícia Civil investiga se houve facilitamento para a fuga. A investigação analisa a conduta do agente responsável pelas detentas: se agiu de má-fé ou negligenciou protocolos de segurança adotados para custodiadas.
Kamilly estava presa, na triagem feminina, da Delegacia de Itupeva, após ser presa em flagrante por furto – a dinâmica do crime não foi divulgada. A captura da mulher foi na sexta-feira (15/5). O Metrópoles apurou que a mulher tem extenso histórico criminal.
Após nova prisão da mulher, a polícia solicitou à Justiça de que a prisão em flagrante fosse convertida para preventiva. A decisão foi dada, na manhã de sábado, contudo, Kamilly já tinha fugido da cela ao aproveitar um descuido do agente responsável pela triagem feminina.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que a fuga foi “encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil que apura os fatos”. Além disso, a pasta reforçou que um novo registro foi feito, a partir da fuga, além de que a própria corporação tem realizado buscas para localizar a mulher. Apesar das tentativas, Kamilly permanece foragida.
Kamilly tem passagens por furto desde a adolescência. O início dos registros começou em 2016. São, ao menos, seis registros. Os crimes eram praticados em dois ambientes: supermercados e shoppings da Grande São Paulo e região metropolitana da capital paulista.
Além disso, a jovem responde a um caso de injúria racial, ocorrido em 2023. Naquele mesmo ano, Kamilly chegou a ser capturada pela Polícia Militar, em Ferraz de Vasconcelos, em decorrência a um mandado de prisão preventiva. Depois, ela foi solta e voltou a praticar os crimes, agora no interior de São Paulo.
Cadeado aberto
O registro do caso destaca que o próprio agente admitiu, a superiores imediatos, em ter deixado um dos cadeados da cadeia feminina aberto ao ir buscar marmitas para as próprias custodias. Além do depoimento do policial civil, a declaração de uma colega de cela de Kamilly foi anexada. Nela, a mulher diz que, após ver o descuido deixado pelo agente, a fugitiva colocou os braços entre as grades e conseguiu destrancar os portões.
