Prefeitura de SP vai contabilizar prejuízos após temporal e caos na cidade
Uma pessoa morreu, Túnel do Anhangabaú alagou, carros boiaram e mais. Veja o que ocorreu na capital paulista nessa quarta (14/10) após chuva

São Paulo — Uma forte chuva atingiu a capital paulista nessa quarta-feira (14/10) e deixou uma onda de destruição por toda a cidade. Após o caos, foram registrados congestionamentos, desabamento de quartos de pensão carros boiando, motoristas ilhados, fechamento parcial de aeroporto e alagamento do Túnel do Anhangabaú, além de uma morte.
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), ainda deve contabilizar os prejuízos. Leia um resumo de tudo o que ocorreu:
Alagamento no Túnel do Anhangabaú
Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver diversos carros empilhados e jogados uns contra os outros por conta da ação da água. Diversos passageiros também ficaram ilhados nos veículos.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasOutra gravação, feita a partir de um prédio na região, mostra veículos parados na saída do túnel, com a água entrando sob forte vazão.
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Vítima soterrada
Uma pessoa morreu após ficar soterrada em um desabamento de terra na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, no bairro da Brasilândia, zona norte de São Paulo. Segundo a Defesa Civil municipal, a vítima foi retirada por populares antes da chegada das equipes de socorro. O óbito foi constatado no local.
Cachoeira na estação da Liberdade
Uma enxurrada invadiu uma das entradas da Estação Japão-Liberdade, da Linha 1-Azul do Metrô. Ainda no centro da capital paulista, uma árvore desabou sobre dois carros, na Bela Vista. Toda a cidade ficou em estado de atenção para alagamentos.
Imagens obtidas pelo Metrópoles (veja acima) mostram as escadas externas da estação tomadas pela água da chuva. Passageiros aguardaram na parte de dentro da estrutura o término da chuva. De acordo com o site do Metrô, a Linha 1-Azul e as demais operaram normalmente em seguida.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura, a região central da capital foi a mais afetada. Uma árvore desabou e atingiu dois carros, na Rua Plínio Figueiredo, região da Bela Vista.
Aeroportos de Congonhas e Guarulhos registram atrasos
O Aeroporto de Congonhas registrou 148 voos atrasados por conta da chuva forte. O número representa 24% das viagens dessa quarta-feira (14/10), segundo a plataforma Flightradar24. Ao menos seis voos foram cancelados em razão das condições metereológicas.
Por volta das 16h30, pouco depois da Defesa Civil do estado emitir um alerta severo, a pista de pouso/decolagem estava com apenas duas aeronaves com o monitoramento ligado — o que não significa estar operando. O Flightradar24 informou que o atraso de voos em Congonhas é de 41 minutos, em média.
Do outro lado da região metropolitana de São Paulo, o Aeroporto de Guarulhos registrou 224 voos atrasados, o que significa 28% da capacidade. O atraso médio foi de 27 minutos e o índice de interrupção foi de 2.7, com alguns atrasos. Ao todo, apenas cinco voos foram cancelados, até a última atualização dessa matéria.
Carros boiando
Na Avenida 23 de maio, na altura do Ibirapuera, imagens compartilhadas nas redes sociais mostram diversos carros boiando e motoristas ilhados na região. Assista:

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Ver todasCongestionamento
A chuva causou lentidão em importantes artérias do trânsito de São Paulo, como o Corredor Norte-Sul e a região central da capital paulista.
Segundo aferição publicada no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), órgão da prefeitura municipal, por volta das 18h30, o índice de lentidão na cidade era de 1.017 km.
Na última sexta-feira (9/10), a cidade atingiu o segundo maior congestionamento de 2026, também em razão da chuva — e ainda pelo movimento mais intenso em razão do feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. O pico de trânsito foi atingido por volta das 18h30, com 1.356 quilômetros de lentidão.
Quartos de pensão desabaram
Três quartos de uma pensão no Bixiga, bairro na região central de São Paulo, desabaram durante a forte chuva desta quarta. Uma moradora estava em um dos cômodos atingidos, mas conseguiu correr e escapar.
A dona de casa Dayse Helena Martins, de 61 anos, vizinha da mulher, contou ao Metrópoles que precisou ajudar a socorrer a conhecida.
“Foi um livramento. Se ela estivesse no banheiro, que é no corredor, não conseguia escapar. Agora a gente está com medo é da noite”, relatou Dayse.
Nas fotos a seguir, é possível ver o estrago causado pelo desabamento:












