Prefeitura se manifesta sobre fechamento de bares de samba do Bixiga. Veja vídeo

O Siriogoela e o Bar do Jackson, tradicionais do samba do Bixiga, foram lacrados com tijolos devido ao “alto número de reclamações

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Os estabelecimentos Siriogoela e Bar do Jackson, tradicionais do samba do Bixiga, foram fechados na tarde dessa sexta-feira (30/1) - Metrópoles
1 de 1 Os estabelecimentos Siriogoela e Bar do Jackson, tradicionais do samba do Bixiga, foram fechados na tarde dessa sexta-feira (30/1) - Metrópoles - Foto: Reprodução

A Prefeitura de São Paulo informou que os bares de samba do Bixiga, na região central da capital paulista, que foram lacrados nessa sexta-feira (30/1) foram parte de uma ação fiscalizatória realizada pela Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) devido ao alto número de reclamações.

Entre os 32 estabelecimentos fechados estão o Sirigoela, localizado na Rua Treze de Maio, e o Bar do Jackson, na Rua Conselheiro Carrão, ambos no bairro Bela Vista. O proprietário do Sirigoela se manifestou sobre o ocorrido (veja abaixo).

A operação da SMSUB contou com apoio do PSIU, Subprefeitura Sé, GCM, Saúde, CET, além das polícias Civil e Militar.

A secretaria também esclareceu que o Bar do Jackson foi lacrado “por não cumprimento da ordem de fechamento administrativo, emitida em 06/12/2024” e que foi aplicada uma nova multa e aberto um boletim de ocorrência. No caso do Sirigoela, foi feito “o fechamento administrativo, pois o local já havia sido autuado e, durante a fiscalização, não apresentou licença de funcionamento”.

Bares de samba do Bixiga são lacrados

Um dos sócios proprietários do bar Sirigoela, Tom, contou que o local foi lacrado às 18h.

“Hoje a gente teve a Prefeitura indo no Seriguela e simplesmente lacrando. A gente sabe que isso não foi por acaso, isso foi carta mandada, carta marcada. Para esclarecer um pouquinho: a gente vê muitos comentários sobre o Seriguela não respeitando a comunidade, o barulho”, explicou.

Segundo Tom, quando o estabelecimento abriu, ele funcionava até tarde de quinta a domingo, o que era criticado pelas pessoas que moram ao redor do bar. Mas, eles passaram a ter comunicação direta com a comunidade local e mudaram os horários.

“A gente começou a abrir mais cedo, por exemplo. No domingo, fechamos mais cedo. A gente modificou a altura do som. Então, hoje o som tá 40% do que era antes. A gente teve espaço aberto com a polícia de São Paulo, tivemos reuniões com a polícia de São Paulo por causa do trânsito e a gente implementou as barreiras de proteção pro público e também para que os carros pudessem passar. Tentamos nos ajustar o máximo possível”, afirmou.

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) confirmou que foi realizada uma ação fiscalizatória em estabelecimentos da região da Bela Vista, em razão do alto número de reclamações. A operação contou com o apoio do PSIU, da Subprefeitura Sé, da GCM, da área da Saúde, da CET, além das polícias Civil, Militar e de Trânsito.

Durante a ação, foram realizadas medições de ruído, verificada a regularidade dos alvarás de funcionamento, incluindo possíveis casos de desvirtuamento do documento, além da fiscalização de grandes geradores de resíduos e de comércio irregular. Ao todo, 32 estabelecimentos foram fiscalizados, resultando em três autuações, seis apreensões relacionadas ao comércio irregular e dois termos de orientação pela ausência de Termo de Permissão de Uso (TPU) para mesas e cadeiras.

“Sobre os endereços mencionados, a SMSUB esclarece que o estabelecimento localizado na Rua Conselheiro Carrão, nº 21, foi lacrado em razão do descumprimento da ordem de fechamento administrativo, emitida em 06/12/2024. Após a constatação, foi aplicada nova multa e registrado boletim de ocorrência”, explicou a pasta.

Ainda segundo a secretaria, o bar localizado na Rua Treze de Maio não apresentou licença de funcionamento, sendo necessário o lacre do estabelecimento. “As ações de fiscalização no local tiveram início em agosto do ano passado, quando o estabelecimento já havia sido autuado para regularização. Vale ressaltar que a Subprefeitura recebeu diversas reclamações de moradores e órgãos públicos, principalmente relacionadas a ruídos acima do permitido”.

“As fiscalizações são realizadas periodicamente em toda região da Sé. A população pode solicitar serviços de fiscalização da Prefeitura por meio dos canais de atendimento do SP156”, conclui a SMSUB.

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