População de rua da cidade de SP cresce 154% e beira 100 mil pessoas
Crescimento foi registrado em 6 anos, segundo estudo. Cidade de SP tem 3 a cada 10 integrantes da população de rua do país
atualizado
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A cidade de São Paulo tinha 98.639 mil pessoas em situação de rua em maio deste ano, de acordo com um informe técnico do Observatório da População em Situação de Rua (ObpopRua) e aos Polos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso significa que a capital paulista tem quase três em cada dez pessoas em situação de rua do país, que registrou o total de 345.542 indivíduos.
A cidade de São Paulo, sozinha, abriga um contingente de pessoas sem-teto bem maior que outras metrópoles do país, como Rio de Janeiro (22.137) e Belo Horizonte (14.960).
Nos últimos seis anos, a população de rua da capital quase triplicou, passando de 38.887, em 2018, para quase 100 mil –um aumento de 154%. Os números do ObpopRua se baseiam em dado do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Estado e país
O estado de São Paulo contabilizou 146.940 pessoas nessa situação. O crescimento estadual segue a tendência da capital, com um salto de 63.416, em 2018, para 139.799, em 2024, mais que dobrando no período.
O país todo tinha 345.542 pessoas em situação de rua em maio de 2025, sendo que 62% estão na região sudeste; em seguida vêm o nordeste (14%), sul (13%), centro-este (6%) e norte (5%). Há seis anos, o país tinha uma população de rua de 138.332 pessoas.
Causas e perfil
O relatório aponta três possíveis fatores que possam ter influenciado na alta dos números: o aumento da vulnerabilidade da população após a pandemia de Covid-19, o fortalecimento do CadÚnico como registro dessa população e a insuficiência de políticas de moradia, trabalho e educação, principalmente para a população negra do país.
O estudo aponta que a população negra representa 70% (240.691 pessoas) do total, enquanto os brancos são 29%. A população de rua é majoritariamente masculina: 84% (291.039 pessoas) . Pessoas de 18 a 59 anos são 88% do total, seguido pela terceira idade (9%) e por crianças e adolescentes (3%).













