Policiais suspeitos de pedir propina e elo com PCC são afastados

Os policiais teriam usado suas funções para acessar informações sigilosas e privilegiadas da corporação em benefício próprio ou de terceiros

atualizado

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Dois retratos, dos quais a esquerda de um homem branco, sem barba e cabelos curtos e, do outro lado, mulher branca, com cabelos loiros e longos
1 de 1 Dois retratos, dos quais a esquerda de um homem branco, sem barba e cabelos curtos e, do outro lado, mulher branca, com cabelos loiros e longos - Foto: Reprodução/

Dois policiais civis de São Paulo foram alvo, nesta quinta-feira (12/2), de uma operação conjunta da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Os investigadores são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção e tráfico de influência dentro da instituição.

O Metrópoles apurou que os policiais civis de classe especial Tânia Aparecida Nastri, de 68 anos, e Carlos Huerta, 56 (imagem em destaque) teriam utilizado suas funções para acessar informações privilegiadas, assediar delegados responsáveis por investigações internas e influenciar decisões administrativas em benefício próprio ou de terceiros. As investigações, que correm em sigilo, se baseiam em mensagens e dados extraídos de celulares apreendidos durante a “Operação Face Off”.

Estima-se que o esquema envolveu pelo menos R$ 1,5 milhão em propinas. 


Manipulação de investigações

  • Os investigadores teriam utilizado suas posições para acessar informações privilegiadas dentro da Polícia Civil.
  • Teriam pressionado e assediado delegados responsáveis por investigações.
  • Tentaram interferir em processos internos em benefício próprio ou de terceiros.
  • São suspeitos de negociação de valores em dinheiro e custeio de benefícios, como viagens internacionais e gestão de férias.
  • Tânia Nastri, em especial, simulava proximidade com membros da cúpula da Polícia Civil e deputados estaduais para dar credibilidade às negociações com criminosos.
  • Os policiais teriam tentado direcionar ou bloquear investigações disciplinares em andamento.
  • Também são investigados pelo uso de influência e contatos fora da instituição para reforçar poder dentro da Polícia Civil.

Policiais são afastados

Os investigadores não foram presos, porque a Corregedoria e o MPSP cumpriram somente mandados de busca e apreensão, em sete alvos. Ambos foram afastados das funções, entregaram distintivos, armas e seriam monitorados por tornozeleira eletrônica. Os equipamentos seriam instalados na tarde desta quinta-feira (12/02), segundo uma fonte que acompanha o caso.

Além das medidas já adotadas, a operação também incluiu buscas e apreensões em endereços residenciais e profissionais dos investigadores, com o objetivo de recolher provas, como celulares, computadores e documentos relacionados ao esquema investigado.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. A defesa dos dois policiais também não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.

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