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São Paulo

Polícia Civil diz que são-paulino foi morto com tiro disparado pela PM

Polícia Civil diz que torcedor são-paulino Rafael Garcia foi morto com bean bag, tipo de munição usada pela PM, durante confusão no Morumbi

28/09/2023 14:51
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Reprodução/Redes Sociais
Foto colorida mostra homem com camisa regata do São Paulo, óculos de sol, boné e fazendo um "joia" com a mão.

São Paulo — A Polícia Civil afirmou, nesta quinta-feira (28/9), que a munição que matou o torcedor são-paulino Rafael Garcia, 32 anos, foi uma “bean bag” (“saco de feijão”, em português), uma pequena bolsa com esferas metálicas usada pela Polícia Militar em substituição às balas de borracha.

O caso aconteceu no último domingo (24/9), no entorno do Estádio do Morumbi, em São Paulo, enquanto torcedores comemoravam o título da Copa do Brasil sobre o Flamengo e acabaram por se envolver em uma confusão com a PM.

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O são-paulino morreu durante confusão entre torcedores e policiais militares
Rafael Garcia comemorava vitória do São Paulo contra o Flamengo pela Copa do Brasil
Documento diz que Rafael teria sido alvo de arma de fogo
Rafael Garcia era apaixonado pelo São Paulo
Rafael Garcia criou torcida organizada com surdos
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Rafael Garcia criou torcida organizada com surdos

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O são-paulino morreu durante confusão entre torcedores e policiais militares
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O são-paulino morreu durante confusão entre torcedores e policiais militares

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Rafael Garcia comemorava vitória do São Paulo contra o Flamengo pela Copa do Brasil
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Rafael Garcia comemorava vitória do São Paulo contra o Flamengo pela Copa do Brasil

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Documento diz que Rafael teria sido alvo de arma de fogo
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Documento diz que Rafael teria sido alvo de arma de fogo

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Rafael Garcia era apaixonado pelo São Paulo
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Rafael Garcia era apaixonado pelo São Paulo

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“Foi muito próximo dele. O impacto foi muito forte. Acertou diretamente nele, em distância curta. Normalmente, esse tipo de munição é disparada a uma distância maior justamente para não causar uma lesão”, afirmou a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Ivalda Aleixo, à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira.

Segundo Ivalda, ainda é necessário esclarecer quem foi o responsável por disparar a munição. “Já se sabe o que o atingiu, uma ‘bean bag’, mas não sabemos de onde partiu e como foi que atingiu o torcedor são-paulino”, disse.

O uso de “bean bag” é recomendado a uma distância de, no mínimo, seis metros, o que não teria acontecido no último domingo.

O corpo do torcedor são-paulino foi ferido na nuca e a declaração de óbito já apontava que foi usada munição de arma de fogo para matá-lo.

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O que dizem as autoridades

Questionada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que todas as circunstâncias relacionadas à morte do torcedor são investigadas por meio de inquérito policial. “As diligências em buscas de testemunhas, análise de imagens e demais elementos que auxiliem na elucidação estão em andamento”, disse, em nota.

Segundo a SSP, os policiais militares realizaram ações de controle de multidão com uso de munições de menor potencial ofensivo, como “bean bags”, elastômero e jatos de água. “A Polícia Militar instaurou também um inquérito policial militar (IPM) e apura rigorosamente toda a ação ocorrida no último domingo”, disse. “Qualquer excesso por parte dos policiais, que eventualmente seja identificado, será devidamente investigado e responsabilizado”, afirmou.