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São Paulo

PMs mataram três pessoas que estariam em surto nos últimos doze dias em SP

Casos aconteceram na zona norte e sul de São Paulo em um curto período de tempo e estão sendo investigados pela própria corporação

15/10/2026 20:53
Reprodução / Imagens cedidas ao Metrópoles
Pessoas mortas PM

A morte de uma mulher baleada por um policial militar na zona norte de São Paulo nesta quinta-feira (15/10) chama a atenção por se juntar a outros dois casos parecidos que aconteceram na capital paulista nos últimos doze dias. Em todos os casos, os PMs mataram a vítima com a justificativa de que elas estariam em surto psicótico.

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Além dessa situação, Gustavo Munis de Santana, foi morto no sábado (10/10) com 27 tiros após as autoridades serem chamadas para atender um suposto chamado de suicídio em Moema, zona sul da capital paulista. Outro caso foi o de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, que estaria em estado de surto, e morreu após ser baleado no dia 3 de outubro na Vila Dionísia, também na zona norte de São Paulo.

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Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP
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Mulher em Pirituba nesta quinta-feira (15/10)

O caso mais recente é o de uma mulher, que não foi identificada até o momento, e que, supostamente em surto, teria avançado na direção de três policiais militares no Parque São Domingos, em Pirituba, nesta quinta. Imagens cedidas ao Metrópoles mostram que a vítima caminhava em direção aos policiais com uma faca na mão. Ao se aproximar de um dos PMs, a mulher foi atingida por um disparo e não resistiu. Assista ao momento:

O policial responsável pelo disparo que matou uma a vítima foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investigará o caso. Em nota ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse “não tolerar desvios de conduta” e relatou a prisão em flagrante do policial militar que efetuou o disparo contra a mulher.

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“Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto e terá acompanhamento da Corregedoria da PM. O local foi preservado pelas equipes da Polícia Militar até a chegada de equipes do Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. A arma do policial foi apreendida para ser periciada”, complementou o órgão.

Gustavo Munis de Santana, atingido por 27 disparos

Gustavo Munis de Santana, o jovem de 20 anos morto durante uma abordagem policial na madrugada desse sábado (10/11), em Moema, na zona sul da capital, foi atingido por 27 disparos. Assista: 

Segundo a Polícia Militar, os agentes foram chamados para atender uma ocorrência de tentativa de suicídio na Avenida Moreira Guimarães. Ao chegar no local, a equipe confirmou que um homem havia saltado de uma ponte, mas sobreviveu. Ainda de acordo com a polícia, os agentes, então, abordaram o homem. “Ele tentou fugir a pé e fez menção de sacar uma arma, levando os policiais a intervir para repelir a injusta agressão”, diz a nota.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Metrópoles mostraram que o objeto que Gustavo apontou para os policiais era o celular. Áudios também enviados à reportagem mostram que a vítima teria se passado por outra pessoa em ligação com os policiais para chamar os PMs ao local em que ele estava, no que seria uma suposta tentativa de “suicide by cop”, quando alguém atenta contra a própria vida usando as autoridades.

Antonio Nunes Batista

Antonio Nunes Batista, de 40 anos e em suposto estado de surto morreu após ser baleado por PMs no último dia 3 de outubro na Vila Dionísia, zona norte de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, a vítima estaria ameaçando pessoas próximas com uma faca e uma barra de ferro. Assista ao momento:

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) determinou a instauração de inquérito para esclarecer integralmente as circunstâncias da ocorrência e avaliar a legalidade da atuação dos agentes. Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou na ocasião que as circunstâncias do homem, que tem 40 anos, “estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes”.

A pasta acrescentou que as armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia, e as imagens das câmeras corporais foram solicitadas para análise. Também foram requisitados exames necroscópico e toxicológico ao Instituto Médico Legal (IML).