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São Paulo

"Covardia": PMs agridem mulher imobilizada com socos e chutes. Veja

Imagens feitas por testemunha mostram dois PMs homens e uma soldado feminina batendo em autônoma imobilizada no meio da rua

06/12/2024 13:36, atualizado 06/12/2024 14:33
Reprodução/Arquivo Pessoal
PMs se aglomeram sobre mulher caída em calçada - Metrópoles

São Paulo – Três policiais militares do 1º Batalhão, da zona sul paulistana, agrediram com socos, chutes e tapas uma autônoma de 23 anos, quando ela estava caída no chão e, após isso, imobilizaram-na com um mata-leão. A violência dos PMs foi registrada em vídeo por uma testemunha (assista abaixo) e ocorreu logo após a meia-noite, do dia 1º de dezembro, no Jardim São Luís.

Os agentes apresentaram o caso no 11º DP (Santo Amaro), afirmando terem sido vítimas da autônoma, que consta nos registros policiais como indiciada por agressão, desacato, resistência e desobediência.

A violência policial ocorreu na véspera do dia em que um soldado arremessou um entregador de uma ponte, durante uma abordagem, também na zona sul.

“Covardia”: PMs agridem mulher imobilizada com socos e chutes. Veja - destaque galeria
4 imagens
PM dá mata-leão em mulher
Soldado feminina golpeia mulher que é sufocada por outro policial
Autônoma foi alvo de socos e chutes, dados por policiais, quando estava caída no chão
Soldado feminina impede que testemunhas se aproximem de mulher imobilizada com mata-leão
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Soldado feminina impede que testemunhas se aproximem de mulher imobilizada com mata-leão

Reprodução/Arquivo Pessoal
PM dá mata-leão em mulher
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PM dá mata-leão em mulher

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Soldado feminina golpeia mulher que é sufocada por outro policial
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Soldado feminina golpeia mulher que é sufocada por outro policial

Reprodução/Arquivo Pessoal
Autônoma foi alvo de socos e chutes, dados por policiais, quando estava caída no chão
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Autônoma foi alvo de socos e chutes, dados por policiais, quando estava caída no chão

Reprodução/Arquivo Pessoal

Agredida por PMs

Em depoimento à Polícia Civil, obtido pelo Metrópoles, a autônoma afirmou que estava com parentes e amigos, na Rua Fausto de Gounod, quando os PMs chegaram e se aproximaram do irmão dela “de forma bastante agressiva”.

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“Todos já estavam na posição para serem abordados, todavia, uma policial feminina [a soldado Camila Taís Tomaz de Aquino, de 30 anos] se dirigiu em sua direção [da autônoma] e passou a agredir.”

A autônoma segue afirmando que foi espancada por três policiais, como as imagens referendam, entre eles a soldado Camila.

“Enquanto estava no chão, segurava a policial feminina pelo cabelo, ocasião em que um policial chutou suas costas e o outro desferiu socos em seu rosto”, diz ainda o depoimento.

No relato, a autônoma acrescenta que foi “apertada na garganta” com um mata-leão. Durante a violência, algumas testemunhas afirmam que a ação é uma “covardia” e questionam a necessidade da truculência.

Vídeo

Além das agressões contra a autônoma, é possível, no vídeo, ver um PM chamando um rapaz para a briga. A confusão é apartada por algumas testemunhas.

A autônoma e a PM feminina foram encaminhadas a um hospital da região, do qual rumaram, após serem atendidas, para a delegacia.

Versão da PM

A soldado Camila Aquino afirmou, também em depoimento, que foi atender a uma ocorrência de perturbação do sossego, acompanhada de colegas de farda.

Quando chegaram ao local, os PMs visualizaram algumas pessoas bebendo na rua e iniciaram a abordagem – durante a qual o soldado Carlos Henrique Custódio teria sido empurrado pela autônoma, quando o PM se aproximou de um homem.

A PM feminina segue o depoimento afirmando que se aproximou da autônoma para abordá-la. Segundo a soldado, a mulher teria “ofendido sua honra”, chamando-a de “puta, vagabunda e biscate”. A autônoma, ainda segundo a soldado Camila, debatia os braços “no intuito de resistir à abordagem”.

Quando supostamente teria tentado conter a autônoma, a soldado afirmou que foi ferida com um soco na boca. “Na sequência, [a autônoma] puxou o cabelo da policial e a derrubou ao chão, ocasião em que se entrelaçaram em luta corporal”, acrescentou a PM.

A suposta luta acabou após outros PMs intervirem, acrescentou a soldado, sem mencionar os socos e chutes dados pelos colegas de farda.

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O que diz a Polícia Militar

Em nota encaminhada ao Metrópoles, a PM afirma que todos os policiais envolvidos na ocorrência estavam com câmeras corporais, cujas imagens serão analisadas. “A PM possui protocolos de abordagem e os excessos serão investigados e os agentes devidamente punidos”.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) diz que a Polícia Civil também analisa as imagens e investiga “todas as circunstâncias dos fatos”.