PMs agridem e dão mata-leão em funcionário de restaurante em SP. Veja
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que o homem resistiu à abordagem dos PMs e xingou os agentes. Caso aconteceu em Ubatuba (SP)
atualizado
Compartilhar notícia

O funcionário de um restaurante no bairro Itaguá, em Ubatuba, no litoral de São Paulo, foi agredido por policiais militares na tarde desse domingo (10/8). Com a camiseta rasgada, em dado momento, o homem recebe um mata-leão de um dos agentes. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele teria resistido à abordagem.
Um vídeo, obtido pelo Metrópoles, capturou o episódio. Veja:
Teria xingado os PMs
- De acordo com a SSP, o homem, de 37 anos, estacionou em um local proibido.
- Após ser abordado pelos PMs, ele teria discutido com os agentes.
- Ao xingar os policiais, o homem foi detido.
- Ele resistiu à abordagem, mas foi contido e encaminhado à delegacia da cidade.
- Conforme a pasta, os envolvidos foram ouvidos e apresentaram versões diferentes.
- Agora, as polícias Civil e Militar de Ubatuba investigam o caso, registrado como desacato e resistência.
- Ao Metrópoles, uma fonte da Polícia Civil do município chamou o episódio de “abuso de autoridade”.
PM fala em “hostilidade aberta”
Em nota à reportagem, a Polícia Militar do Estado de São Paulo afirmou que reafirma seu compromisso com a legalidade, a proteção da vida e o respeito aos direitos humanos. “No entanto, é fundamental que a sociedade compreenda os desafios enfrentados diariamente pelas equipes operacionais, especialmente quando a resistência à ação policial se transforma em hostilidade aberta”, afirma a corporação.
Conforme o texto, o uso proporcional da força, quando necessário, “não deve ser confundido com violência gratuita”. “Trata-se de uma resposta técnica e legal diante de situações que colocam em risco a integridade dos agentes e da própria população. A atuação policial visa garantir a ordem, a justiça e a segurança de todos os envolvidos”, disse a PM.
Por fim, a corporação afirmou que não busca o confronto, “mas também não pode se omitir diante de atitudes que deslegitimam sua atuação e comprometem a segurança pública. Defender a ação proporcional da força policial é defender o Estado de Direito e a preservação da vida”, finaliza o texto.
