PM que matou motorista no trânsito tem prisão convertida em preventiva

Briga de trânsito aconteceu em Mauá, na tarde do último domingo (27/7). PM foi preso, e criança de 9 anos continua internada

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1 de 1 Imagem em preto e branco do motorista que morreu baleado pelo pm em briga de trânsito - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Facebook

O policial militar (PM) Kaio Lopes Raimundo, preso por matar um motorista e balear uma criança de 9 anos durante uma briga de trânsito, na tarde do último domingo (27/7), na Avenida Barão de Mauá, na Grande São Paulo, teve a prisão convertida em preventiva, nesta segunda-feira (28/7). A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) após audiência de custódia.

Segundo o boletim de ocorrência, o PM estava de moto a caminho do trabalho quando se envolveu em uma confusão com o veículo de Clayton Juliano da Silva (foto em destaque), que estava com a esposa, a mãe e o sobrinho de 9 anos no carro. Os dois entraram em discussão acalorada e, em seguida, o agente da PM disparou quatro vezes contra o carro ainda em movimento.

O motorista foi atingido com disparos na nuca e morreu no local. Os disparos também atingiram o sobrinho da vítima, que estava sentado no banco de trás do automóvel. Ele precisou ser levado ao Hospital Mário Covas e está internado em estado estável.

O policial militar foi preso em flagrante e conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes. Ele teve a prisão convertida em preventiva e a Corregedoria da Polícia Militar apura o caso.

Buzinas e spray de pimenta

Em depoimento à polícia, a esposa de Clayton informou que estavam trafegando pela avenida, quando visualizaram uma motocicleta, cujo condutor conversava com outro motorista e atrasava o trânsito. Na ocasião, Clayton teria buzinado e Kaio Lopes Raimundo — condutor da motocicleta — deu passagem ao motorista.

Poucos metros à frente, no entanto, a esposa da vítima conta que a motocicleta tentava ultrapassar o carro pela direita, até que emparelhou ao lado do automóvel e ouviu seu marido gritar que o homem disparou spray de pimenta por entre o vidro. Clayton, então, jogou o automóvel para cima do motociclista, que caiu.

Na sequência, a mulher afirma que ouviu quatro disparos, sendo que o primeiro atingiu a nuca do marido — ele desfaleceu na hora. O veículo seguiu sem controle e o sobrinho de 9 anos informou que estava baleado nas costas.

Kaio Lopes estava a caminho do serviço e não vestia a farda da corporação no momento do ocorrido. O militar foi detido por policiais em serviço e ouvido pela autoridade.

PM alega legítima defesa

Em sua versão, Kaio declarou que cumprimentava um colega da corporação no trânsito, quando o carro de Clayton o ultrapassou “de forma extremamente agressiva”, quase o derrubando entre ele e outro veículo, em uma lombada. Ainda segundo ele, não houve nenhuma discussão prévia, nada que justificasse o comportamento.

Kaio conta que tentou ultrapassar o carro, mas foi fechado pelo motorista. Ele chegou a mudar de faixa, mas novamente foi alvo de agressões de Clayton, que teria jogado o carro contra o policial e derrubado sua moto.

“A moto caiu, e minha perna foi atingida pelo carro, causando uma dor intensa. A moto ficou quase debaixo do carro dele, com o pedal preso na porta”, relatou o policial.

Questionado sobre os disparos, o piloto informou ainda que Clayton começou o ameaçar de morte e fez um movimento que o fez acreditar que ele ia sacar uma arma. Na sequência, ele sacou a pistola e efetuou quatro disparos.

“Diante daquela ameaça à minha vida, eu reagi por legítima defesa. Saquei minha arma e efetuei quatro disparos. Eu estava parado no momento dos disparos, dei um passo para trás por puro instinto de susto”, explicou.

Ele também negou possuir spray de pimenta e afirmou que não teve culpa na colisão com o carro.

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