PM cita conflito na África para explicar revezamento de coletes
Em comunicado, PM afirma que entende “frustração” diante do revezamento de coletes e atribui medida a problema com ganhadora de licitação
atualizado
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São Paulo — Diante da repercussão sobre o revezamento de coletes balísticos implementado em alguns batalhões, a Polícia Militar (PM) paulista divulgou um comunicado no qual afirma que compreende a “frustração” da tropa diante da medida, adotada após o vencimento de vários equipamentos de proteção.
Conforme revelado pelo Metrópoles, o revezamento dos coletes teve início em fevereiro, no 8º e no 47º batalhões do interior. Nos últimos meses, o rodízio também foi adotado em Ribeirão Preto, Guarulhos e da capital. Policiais submetidos ao revezamento relatam coletes com mau cheiro e manchas de suor, além de tamanhos inadequados.
“Sabemos que houve críticas e compreendemos a frustração. Mas reafirmamos: o comando está atento, sensível e trabalhando com responsabilidade e transparência para garantir a segurança de quem protege a sociedade”, diz nota divulgada pela PM.
A corporação atribuiu o revezamento ao fato de que a empresa vencedora de uma licitação para a compra de novos coletes não ser aprovada nos testes exigidos pela Lei de Licitações. Diante disso, foi necessário acionar a segunda colocada, que, segundo a PM, fabrica os equipamentos em uma região “afetada por conflitos armados”, no norte da África.
“A nova Lei de Licitações trouxe regras mais rígidas. A empresa inicialmente vencedora foi reprovada nos testes. Foi necessário acionar a segunda colocada, com produção no exterior — parte dela no norte da África, região afetada por conflitos armados. Isso gerou entraves logísticos e atrasou o cronograma”, diz o comunicado.
“Apesar disso, os dois primeiros lotes — totalizando 3 mil coletes — já chegaram, foram testados e começaram a ser distribuídos”, acrescenta a pasta.
Serão distribuídos 17 mil novos coletes balísticos de nível de proteção III-A. O investimento foi de R$ 33,6 milhões.
“Os novos coletes trazem ganhos importantes em conforto e ergonomia. Os equipamentos seguem as normas do Exército Brasileiro e os principais padrões internacionais. Nossa expertise nesse processo é amplamente reconhecida e garante que cada colete esteja realmente preparado para os riscos enfrentados no dia a dia do policial”, afirma o porta-voz da PM, Emerson Massera.
Segundo a corporação, antes de chegarem para os soldados, os equipamentos passam por uma rigorosa bateria de testes, com testes visuais, metrológicos, de flexibilidade e de resistência.








