PCC: ex de “Django” lavava dinheiro com ursos de pelúcia, diz MPSP

Operação do MPSP cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quarta (22/10), em 4 lojas de brinquedos que seriam relacionadas ao PCC

atualizado

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Cláudio Marques de Almeida, o “Django”, líder do PCC morto por desavenças internas em 2022 - Metrópoles
1 de 1 Cláudio Marques de Almeida, o “Django”, líder do PCC morto por desavenças internas em 2022 - Metrópoles - Foto: Reprodução/Record TV

Uma investigação nas contas de familiares de um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a quatro lojas de uma franquia de brinquedos — mais especificamente bonecos de pelúcia — em shoppings da capital e da região metropolitana.

A Operação Plush cumpriu, na manhã desta quarta-feira (22/10), seis mandados de busca e apreensão nos shoppings Center Norte e Mooca, na capital, Internacional, em Guarulhos, e outro em Santo André, no ABC paulista.

As lojas, segundo o MPSP, são da ex-companheira de Cláudio Marques de Almeida, conhecido como “Django” (foto de destaque), e da irmã dela. Elas não tinham ocupação lícita declarada, mas realizaram vultosos investimentos para montar as quatro lojas da rede de franquias. Os estabelecimentos comerciais funcionariam para lavar dinheiro do PCC.


Quem era Django

  • Cláudio Marques de Almeida foi assassinado em 2022.
  • Investigações apontam que a morte foi relacionada a disputas internas do PCC.
  • Ele foi encontrado morto, enforcado, sob o viaduto Vila Matilde, na zona leste paulistana, em 23 de janeiro de 2022.
  • Django teria sido condenado pela facção ao, junto com Rafael Maeda, o Japa, absolver Vinícius Gritzbach em um “tribunal do crime”.
  • Gritzbach foi assassinado no aeroporto de Guarulhos (SP), em 8 de novembro de 2024, dias após incriminar, em uma delação ao MPSP, nomes do PCC e da Polícia Civil de São Paulo.
  • Mais tarde, em 2024, o nome de Django apareceu na Operação Fim da Linha.
  • Ele é apontado como um dos principais cotistas da UpBus, empresa que prestava serviços de transporte por ônibus na capital e foi utilizada pelo PCC para lavar valores com origem ilícita.

Na operação desta quarta, além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores que somam R$ 4,3 milhões para garantir futura reparação do dano, pagamento de custas processuais e de penas pecuniárias.

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