Projeto do Parque do Bixiga será definido em concurso de arquitetura
Prefeitura de SP confirmou que projeto do futuro Parque do Bixiga será escolhido por meio de um Concurso Público Nacional de Arquitetura
atualizado
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A Prefeitura de São Paulo confirmou que o projeto do futuro Parque do Bixiga, no centro da capital paulista, será escolhido por meio de um Concurso Público Nacional de Arquitetura, com previsão de lançamento do edital até o início de 2026.
A iniciativa será coordenada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), responsável por organizar o certame e conduzir todas as etapas do processo. A proposta vencedora será premiada e contratada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente para elaborar o projeto executivo da nova área verde.
Segundo a gestão municipal, estão previstas ações de consulta pública “para incorporar as necessidades e expectativas da comunidade do Bixiga”. O parque foi incluído no sistema de áreas verdes da capital na última revisão do Plano Diretor.
Acordo para criação de parque
A área de 11,1 mil m² do parque, no cruzamento das ruas Jaceguai e Abolição, foi adquirida pela prefeitura em agosto de 2024 por R$ 65 milhões. O parque era uma reivindicação de lideranças comunitárias da região central há décadas e havia sido uma das bandeiras do diretor de teatro Zé Celso Martinez, do Teatro Oficina, morto em 2023, que fica ao lado do terreno que sediará o parque.
Em junho do ano passado, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o Grupo Silvio Santos fecharam um acordo para a criação do parque. Dias depois, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei incluindo a área no Plano Municipal de Parques.
A maior parte dos recursos para a compra do parque é proveniente de um acordo relativo a uma ação civil de improbidade administrativa da Prefeitura de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a universidade Uninove.
Em agosto, a prefeitura recebeu um cheque de R$ 65 milhões da universidade para a compra do terreno. O dinheiro foi entregue pela universidade após a Justiça ter homologado um acordo de R$ 1 bilhão com o MPSP, o maior de improbidade administrativa já fechado pelo órgão.
