Nunes nega que acordo da Sabesp seja para privatização: “Nada a ver”

Adesão de Nunes a uma das URAEs da Sabesp é vista como medida que facilita a privatização da estatal de saneamento

atualizado

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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Ricardo Nunes
1 de 1 Ricardo Nunes - Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou que a inclusão da capital paulista em um sistema integrado de governança dos serviços de saneamento seja parte de um processo para facilitar a privatização da Sabesp, uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em agosto, Nunes assinou um contrato que incluiu a cidade em uma das Unidades Regionais de Serviço de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAEs) da Sabesp. Nas URAEs, as decisões são tomadas por um conselho deliberativo, e não mais de forma majoritária pelo município.

Nesta quinta-feira (7/9), o prefeito comentou a decisão do Tribunal de Contas do Município (TCM), tomada um dia antes, de criar um grupo de estudos para avaliar a possível concessão da Sabesp.

“Não tem nada a ver a assinatura da URAE com a questão da privatização. Tem todo um processo ainda pela frente. Se avançar questão da Sabesp, vou compartilhar isso junto com os vereadores que são eleitos e precisam também das suas considerações”, disse Nunes.

A criação do grupo foi uma decisão unânime do colegiado após uma fala do corregedor, o conselheiro João Antonio, de que o acordo assinado por Nunes “sinaliza claramente o apoio do município de São Paulo à pretensão do governo estadual para a futura privatização da Sabesp”.

“O TCM está fazendo o papel dele. É importante. Fez umas colocações lá. Pelo que li, algumas informações equivocadas. Ele está falando em privatização, mas ninguém está falando em privatização. Acho que o conselheiro João Antonio está um pouquinho mais acelerado do que o processo”, afirmou Nunes.

Um raio-x da Sabesp, a “joia da coroa” que Tarcísio quer privatizar

Privatização da Sabesp

A adesão da capital às URAEs era considerada vital para a privatização da Sabesp por técnicos do governo Tarcísio. A capital responde por 55% do faturamento da companhia e a possibilidade de que a cidade tivesse um planejamento próprio, sem integração com as cidades vizinhas, provocava insegurança jurídica.

Tarcísio planeja fazer uma oferta de ações da Sabesp na Bolsa de Valores no modelo follow-on, com um acionista de referência, já que a companhia é de capital aberto. Com essa medida, o governo estadual deixaria de ser o acionista majoritário da empresa.

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