Nunes critica ato de servidores e promete aumento a assistência social
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), prometeu reajustar o repasse às entidades que prestam serviço de assistência social na capital
atualizado
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Após servidores organizarem um protesto para reivindicar melhorias na política de assistência social na cidade de São Paulo, nessa quinta-feira (7/8), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), prometeu reajustar os repasses às entidades ligadas à categoria. Apesar da promessa de aumento, o prefeito falou da necessidade de rever gastos em políticas assistenciais
Nunes disse à imprensa que irá se reunir com as entidades na próxima segunda-feira (11/8) para discutir um reajuste dos repasses que estão com o valor defasado pela inflação. Ele confirmou a necessidade de correção, mas defendeu que isso já estava sendo negociado com a categoria e criticou a manifestação.
“Na segunda-feira, a gente vai estar anunciando qual será o valor de repasse para poder corrigir, principalmente, a perda da inflação desses convênios. Vai ter um reajuste que pode ir de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões. Nós estamos fazendo esse reajuste, escutando, nós temos várias reuniões. Hoje, esse protesto que eles fizeram é no meio de negociações que a gente está tendo. Não teria menor necessidade”, disse o prefeito Ricardo Nunes (MDB), em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (8/8),
Os manifestantes foram à porta da Prefeitura nesta quinta pedir por reajuste salarial, pagamento de salários atrasados e dissídios, garantia de convênios que estão ameaçados de fechamento e descongelamento de verbas para políticas de assistência social.
O prefeito negou os atrasos e disse que algum valor pode “ter ficado para trás” por ausência de justificativa na prestação de serviço, o que seria uma questão pontual. Apesar da promessa de reajuste nos repasses, o prefeito defendeu a necessidade de rever gastos em políticas assistenciais, mencionando o custo para o acolhimento de crianças e o atendimento à população idosa nas Instituições de Longa Permanência (ILPI).
“Hoje, a gente tem uma situação, por exemplo, do nosso ILPI. São nossos institutos de longa permanência de idosos. São Paulo hoje tem 17% de idosos. Nós vamos ter, em 2030, 20% de idosos. Em 2050, 30%. Quer dizer o seguinte, que daqui a pouquinho, em 2050, um terço da população de São Paulo será idosa. É óbvio que os serviços de ILPI, institutos de longa permanência para idosos, a gente precisa fazer uma readequação. Eu vou precisar aumentar os espaços, ter mais idosos no mesmo ambiente, integrar atividades culturais e esportivas desse serviço”, disse o prefeito.
O ato dos servidores da assistência social estava marcado para começar as 9h da manhã da quinta, com concentração na estação de Metrô São Bento, da linha 1-Azul. Os manifestantes percorreram em frente às sedes da Prefeitura de São Paulo e da Câmara Municipal, no centro.
