Novo ângulo mostra momento que PMs matam jovem rendido em Paraisópolis. Assista
Julgamento de PMs envolvidos na execução de Igor Oliveira de Moraes Santos seguirá na quinta-feira (29/7), quando entrará no 3º dia

Novas imagens mostram o momento em que o jovem Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, é alvejado por policiais militares (PMs) durante uma abordagem em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em julho do ano passado. O vídeo, ao qual o Metrópoles teve acesso, deve ser exibido ao júri no julgamento dos agentes.
A cena foi registrada pela câmera corporal do soldado Hugo Leal de Oliveira Reis, um dos quatro acusados pelo homicídio. Na gravação, Igor e outros três rapazes, inicialmente, aparecem rendidos e com as mãos atrás da cabeça. Nesse momento, barulhos de tiro podem ser ouvidos. Os quatro jovens se assustam e se deitam no chão.
Na sequência, Igor se levanta, após ordem dos agentes. É quando um dos policiais efetua dois disparos contra ele. É possível ouvir o jovem gemendo de dor. Em outro momento, outro agente também atira.

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Ver todasOs PMs afirmaram que, no dia da morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, faziam uma perseguição a indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na comunidade. Também alegam que os suspeitos estariam armados. Os jovens, no entanto, negam portarem armas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPDe acordo com a denúncia, os disparos que mataram Igor partiram do armamento dos cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. Os dois são acusados de homicídio qualificado com agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o rapaz já estava rendido no momento em que foi executado.
Cruz e Lima são os réus atualmente julgados pelo Tribunal do Júri. O julgamento deve seguir até quinta-feira (30/7), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital, quando entrará em seu terceiro dia.
Já os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis, dono da câmera corporal que registrou as imagens mostradas acima, e Victor Henrique de Jesus não têm júri marcado. Os dois respondem ao processo em liberdade.
Apesar de serem acusados do mesmo crime, eles foram autuados na condição de colaboradores, já que, segundo a acusação, não foram os responsáveis diretos pela execução do jovem.



