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São Paulo

Namorada é acusada de matar homem que gerenciava esquema de golpes em SP

Polícia Civil investiga o que teria motivado assassinato e se há relação com a prática de golpes no litoral de São Paulo

14/10/2026 06:51
Reprodução / Redes sociais
imagem colorida mostra sede da delegacia de polícia civil de cubatão - metrópoles

São Paulo — Kauã Freitas Gonçalves de Oliveira, de 23 anos, foi morto a facadas, na última segunda-feira (12/10), em Cubatão, litoral sul paulista. A principal suspeita é que ele tenha sido morto pela namorada de 19 anos, cuja identidade não foi divulgada. Segundo a Polícia Civil, o homem gerenciava uma quadrilha especializada em golpes do falso advogado e falso gerente de banco.

O crime foi na Vila dos Pescadores, região onde a polícia já havia feito buscas por Oliveira.

O homem morto chegou a receber atendimento médico após ser esfaqueado, mas morreu de parada cardíaca, no pronto-socorro central de Cubatão.

A investigação, também realizada pela mesma delegacia que descobriu Oliveira como o líder da quadrilha, é por homicídio. Investigadores querem entender a motivação do crime.

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Golpe do falso advogado

Oliveira foi, segundo as autoridades, o líder de uma quadrilha que mantinha duas centrais telefônicas usadas para aplicar golpes do falso advogado e do falso gerente de banco.

As investigações contra o grupo começaram no início do ano. Em abril, a polícia desmantelou uma das centrais telefônicas na comunidade Vila Esperança. À época, Oliveira escapou da polícia após ser avisado por comparsas que usavam rádios comunicadores sobre a entrada da polícia na região. Duas pessoas acabaram presas nesta ocorrência: Claudiana Souza de Alencar e Wells Chaves de Souza.

Meses depois, em 10 de agosto, Naira Luiza Teixeira Gomes e Cleverson dos Santos Ferreira Lopes foram presos, na Vila dos Pescadores.

“Eles agiam como sacadores, que é a função de ir às agências bancárias sacar o dinheiro obtido em golpes. Na época, ele confirmaram participação e que recebiam R$ 150 cada vez que trabalhavam”, explicou o delegado responsável pela investigação da quadrilha, Fernando Henrique Faria, e, agora, do homicídio.