Fábrica de multinacional vai fechar em SP após denúncias de poluição

Fábrica de lã de vidro da multinacional francesa Saint-Gobain vai virar centro de distribuição após TAC com o MPSP

atualizado

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Chaminé de fábrica da Saint-Gobain, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Fábrica vai fechar após denúncias de poluição. - Metrópoles
1 de 1 Chaminé de fábrica da Saint-Gobain, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Fábrica vai fechar após denúncias de poluição. - Metrópoles - Foto: Guilherme Ribeiro/Reprodução Google

Uma fábrica de lã de vidro da multinacional francesa Saint-Gobain, do grupo Isover, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, será fechada até julho de 2026, após inúmeras denúncias de poluição e barulho gerados pela indústria. Após o fechamento, o local funcionará como um centro de distribuição da marca.

O encerramento das atividades está previsto em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a empresa, o Ministério Público paulista (MPSP) e a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), em 22 de dezembro.

O acordo prevê ainda a previsão de implementação de um plano de gerenciamento de áreas contaminadas. Em caso de descumprimento, a companhia está sujeita a multa de R$ 10 mil por dia. O TAC ainda será submetido ao Conselho Superior do MPSP.

Histórico de denúncias de poluição

A promotoria paulista instaurou um inquérito civil para investigar denúncias de moradores vizinhos da fábrica, que reclamam, há anos, de incômodos provocados por ruídos e emissão de poluentes.

Segundo os moradores, a indústria opera durante todo o dia e também nas madrugadas, liberando fumaça densa e mau cheiro pela chaminé. A situação teria causado impactos na saúde, gerando sintomas como: dificuldade para respirar, secura e irritação da pele, além de ardência nos olhos.

Em março de 2023, a população local encaminhou uma petição à Cetesb, solicitando a suspensão da fumaça. Após a reclamação, o MPSP passou a investigar o caso.

Nesse meio tempo, a Cetesb emitiu multas e advertências contra a Saint-Gobain por emissão irregular de odores e ruídos.

Em junho deste ano, a Câmara Municipal de São Paulo sediou uma audiência pública, presidida pela vereadora Renata Falzoni (PSB), para discutir o caso.

Os moradores de Santo Amaro aproveitaram a oportunidade para compartilhar os problemas decorrentes das emissões liberadas pela indústria. No entanto, nenhum representante da Saint-Gobain esteve presente na reunião.

Em nota ao Metrópoles, o Grupo Isover confirmou o fechamento da fábrica em seis meses, “prazo necessário para minimizar os impactos para as mais de 100 famílias de colaboradores diretos (e milhares indiretos), dezenas de clientes e milhões de consumidores” de produtos que usam lã de vidro na sua fabricação.

No texto, a empresa, que operava a fábrica há mais de 70 anos no local, afirma ter atuado em conformidade com a lei e “em sintonia com as melhores práticas e buscando desenvolver melhorias junto à comunidade do bairro”.

“Nosso foco agora é manter o compromisso com nossos funcionários, clientes, e os milhões de consumidores de produtos que utilizam lã de vidro em suas composições”. completa a nota.

 

 

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