Mulher é presa suspeita de incentivar ataque a escola em Suzano
Mulher foi presa no Maranhão por suspeita de incentivar práticas violentas e ataque a escola em Suzano, que deixou professora ferida
atualizado
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Uma mulher de 22 anos foi presa nesse domingo (12/4) por suspeita de incentivar o ataque ocorrido na última terça-feira (7/4) à Escola de Ensino Fundamental Ignez de Castro Almeira Mayer, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Na ocasião, uma professora ficou ferida e permanece internada. O jovem de 18 anos que entrou armado com um facão na unidade foi preso em flagrante.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher foi presa no Maranhão, com apoio da Polícia Civil local. Além do incentivo ao jovem suspeita, ela é investigada por disseminar conteúdo de ódio e incentivar práticas de violência por meio de redes sociais e plataformas digitais.
Interações com jovem que atacou escola
Elementos obtidos pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da SSP, identificaram interações da mulher com o jovem antes do episódio na escola de Suzano. As análises apontaram que a mulher teria incentivado condutas violentas e demonstrado interesse em práticas semelhantes.
A agência norte-americana Homeland Security Investigations (HSI) deu apoio às investigações, e também identificou interações suspeitas em ambiente digital. As informações foram repassadas às autoridades brasileiras.
Com base nas provas obtidas, o Setor de Investigações Criminais (SIG) de Mogi da Cruzes solicitou e a Justiça decretou a prisão temporária da mulher e ordem de busca e apreensão na residência da suspeita. “A decisão considerou a existência de fortes indícios de autoria e a necessidade das medidas para o avanço das investigações”, disse, em nota, a SSP.
A prisão da mulher é válida por 30 dias. A investigada deve permanecer inicialmente em unidade prisional no estado do Maranhão, à disposição da Justiça.
“O jovem de 18 anos permanece preso, após ter sido detido em flagrante pela Polícia Militar em ocorrência anterior e ter a prisão convertida em preventiva. Também foi autorizada a apreensão de dispositivos eletrônicos e o acesso aos dados armazenados, como mensagens e arquivos digitais, para aprofundamento da apuração. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar eventuais conexões com outros envolvidos”, informou a SSP.
Professora ferida
A professora de informática ferida no ataque à escola, identificada como Rita de Cássia, conteve o jovem de 18 anos que entrou armado com um facão na unidade. Ela permaneceu alguns dias na UTI, mas o Metrópoles não conseguiu apurar seu quadro no momento.
Rita percebeu a invasão do ex-aluno e acionou o botão de pânico da instituição de ensino. Ela também confrontou o agressor fisicamente, impedindo que ele entrasse nas salas de aula.
Como resultado, a professora sofreu um ferimento grave na mão e perdeu um dedo. Ela foi encaminhada ao Hospital Santa Maria para atendimento.
O agressor tentou tirar a própria vida, mas não conseguiu. Ele ficou ferido e foi encaminhado a um hospital. Em seguida, foi preso. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Suzano e segue em investigação.
Prefeito se manifestou
Pedro Ishi, prefeito de Suzano, veio a público após o ataque e reforçou que o jovem foi contido em menos de 4 minutos graças ao “botão de pânico”, acionado por Rita. Ele também destacou que a professora foi responsável por chamar rapidamente os agentes de segurança da escola, que imobilizaram o ex-aluno.
Ao lado da secretária da unidade, o prefeito prestou solidariedade em nome da Prefeitura de Suzano a alunos e funcionários. “Gostaria de reforçar o cuidado e apoio aos alunos, familiares, professores e trabalhadores aqui da Ignez de Castro. Continuaremos firmes e empenhados para prestar todo o apoio possível a vocês”, disse.
